Proibir financiamento de campanhas por parte de grande empresas e mesmo o financiamento público…
Jonatha Jünge
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Boa! :)

Então… pegando o caso real do Brasil no qual já tivemos até ex-presidente falando que “ninguem faz campanha sem caixa 2" acho que o mais importante é implementar as leis atuais. Mudar as leis sem mudar o comportamento é um tiro no pé.

Ora, se já há financiamento ilegal que não é identificado, como uma lei mais rígida ajuda? Na verdade só dificulta ainda mais o trabalho de fiscalização da Justiça Eleitoral que terá de fiscalizar milhões de cpfs ao invés de um numero menor de cnpjs. Mas mesmo assim, em tese ainda é uma boa saída.

Saem vencedores os candidatos que tem base eleitoral religiosas, sindicais ou dispõe da máquina do governo. Essas bases são organizadas o suficiente para coordenarem doações de diversos cpfs. Já o candidato “independente” é muito prejudicado.

Pior, em termos de renovação política o retrocesso é ainda maior. O dinheiro foi colocado na mão dos diretórios. Logo, candidato que não tenha bom relacionamento com os dirigentes partidários (aqueles que geralmente são os políticos mais antigos), podem ficar sem financiamento.

No fim a conscientização política deveria ser o objetivo tanto dos partidos quanto da sociedade. O Fundo Partidário deveria ser usado para financiar os Institutos dos partidos que tem como finalidade ensinar, educar e conscientizar. Agora, sem financiamento privado e com pouca adesão de pessoas físicas, o Fundo Partidário vai pra financiar campanhas e faltará dinheiro (que já era mal utilizado) para os Institutos.

Na minha opinião, todos perdem.