6 lições que aprendi sobre proteção animal

30 dias após minha primeira participação de uma reunião da Associação Adote um Amigo — Grupo de Apoio e Proteção ao Animal de Lagoa Santa, escrevi um texto com lições que aprendi sobre proteção ao animal. Resumi o aprendizado em 6 pontos para que eu volte e releia sempre, para não me perder ao longo do caminho.

1. Pegar um bichinho na rua sofrendo é até fácil

Canela Baunilha foi resgatada acidentada, na rua, após ser abandonada com apenas 60 dias.

Ajudar um bichinho que está na rua, sofrendo, doente não é a parte mais difícil. Quanto mais comovente for a situação do animal, mais gente se mobiliza para ajudar, nem que seja com um pouquinho, a pagar os custos de veterinário, visitar na recuperação, fazer o transporte para o vet.

2. A parte difícil é arrumar quem adotar

Anúncio para adoção da Canela, para facilitar na divulgação por What’s App e demais redes sociais!

Aí todo mundo já se apegou ao bichinho, cuidou dele, vivenciou dia a dia sua recuperação, se mobilizou e cada um doando um pouco conseguiram pagar pelo seu tratamento e castração. E chega a hora de encontrar um adotante ou devolvê-lo para a rua. Essa é a parte mais cruel do trabalho, ter que devolver para a rua. Aquele ser por quem você lutou, foi cara de pau e tanto sonhou em que ele encontrasse uma família para lhe dar um cantinho protegido, cheio de amor e cuidados, vai voltar para a selva de concreto, onde são atropelados e jogados na sarjeta, destratados, passam fome e frio. Aí você começa a cadastrar o bicho em mil sites e aplicativos de divulgação de animais para adoção e percebe que nesse universo infinito você é só mais um e conseguir o lar definitivo para o bicho que você acolheu é uma questão de sorte tão complexa quanto ganhar na mega sena.

3. Os animais que você cuidou podem acabar mal

A situação dos abrigos não é boa não.

Nem toda história tem final feliz e nesse mundo de proteção animal, já percebi que são raros os finais felizes. A grande maioria desses bichinhos vão terminar num abrigo, na eutanásia, ou na rua mesmo, onde não terão uma vida fácil ou mesmo longa. Nossa estrutura pública de saúde é precária para cuidar de humanos, aí você imagina a situação dos animais! Lidar com isso é triste, decepcionante e frustante pra caramba.

4. A parte impossível é não levar para casa e gastar mais que você pode

Enquanto Canela estiver aqui, teremos mais cães que humanos morando em nossa casa!

Uma vez que o bichinho está lá saudável e lindo, pronto para ser adotado e você não consegue ninguém para adotá-lo e também não consegue lidar com tudo o que pode acontecer se ele voltar para a rua,você impulsivamente começa a pensar como poderia dar um jeito de ficar com ele. Essa certamente é a parte mais difícil desse trabalho e é imprescindível você ter alguém que possa te parar nesse momento. Porque acumular mais animais do que você dá conta de cuidar é algo bem distante do objetivo de quem está interessado em proteger os animais.

5. Castre o seu pet, fale sobre castração com quem tem cães e gatos, ajude financeiramente

Ayra, braco alemão castrada com seis meses, antes mesmo do primeiro cio.

A única solução é castrar nossos cães e gatos. Inclusive, sou a favor de que todo cão com pedigree seja entregue castrado, assim como todo cão adotado.

Só quem realmente tem um canil registrado precisa ter matrizes e padreadores. Todos os demais cães e gatos têm vidas muito mais saudáveis se castrados ainda jovens, antes de entrarem na idade de reprodução. Controle populacional dos cães e gatos é a bandeira que todo protetor precisa levantar e de todas, a primeira ação que toda pessoa que gosta e se preocupa com os animais precisa apoiar. Quer ajudar a melhorar a situação dos bichos abandonados? Ajude financeiramente as ongs que fazem castrações gratuitas ou mais baratas. Só castrando mesmo todos, o meu, o seu, o do jardineiro, do colega, da tia, da sogra, do avô, do padeiro e do ciclista… que vamos fazer algo de efetivo para resolver o problema.

6. Se quer um pet, adote!

Pitoco, cão de rua, castrado e cuidado pelos comerciantes da rua onde ele vive.

O melhor animal de companhia é o vira-lata. Além de geneticamente mais saudáveis, os vira-latas são muito mais adaptáveis à vida, espaços e rotinas das famílias atuais. Os cães sem raça definida são também exclusivos e únicos, inteligentes e carinhosos. Se você busca um animal com a função de companhia, a melhor opção certamente é adotar um vira-lata. Além de companheiro, você estará contribuindo para um dos raros finais felizes que falei na lição 3!

Dogs é um dos meus assuntos preferidos. Escrevo mais sobre cães na minha news. Vem, assina aqui!

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