Os homens que odiavam as mulheres

Que maltratavam as mulheres, ignoravam as mulheres, que se desconectaram das mulheres.

Os homens que as objetificam, passam a falta de sentimento, abandonam. 
Os homens que também foram maltratados pelo sistema patriarcal que permite apenas que elas sejam coisas e eles sejam vazios.

Os homens com sentimentos mas sem sentimentos, cheios de portas lacradas que não permitem que transborde o que realmente pensam, querem, sentem, fazem ou deixam.

Os homens que as deixam jogadas, nuas, humilhadas, arrasadas, frias. 
As mulheres que se tornam assim e os tratam da mesma forma que foram maltratadas, enroladas, descartadas.

A sociedade da esquerda ou direita, da falta de conexão, do medo de quem se envolve mais ou menos. Os homens que devem temer o compromisso e as mulheres que os devem almejar cobertas pelo vestido branco.

Os homens que não se permitem ser nada além do padrão normativo e as mulheres que mesmo quando fogem dele, perpetuam o mesmo. 
Os homens muitas vezes tão frágeis e as mulheres poucas vezes tão fortes.

Publicamente devemos ser vítimas, fracas, feridas. 
Publicamente devem ser donos, superiores, acima.

Um lugar tão frio de tão pouca oportunidade que me deixa assim, de vontades sem vontade. Que diminui as esperanças, mas que não as mata.

As mulheres que tem mais força para seguir adiante. As mulheres que fracassam, mas tentam. Os homens que aprendem a seguir para fora do ciclo de seus erros inseridos em si por seu próprio padrão.

As poucas pessoas que amam e que se deixam ser amadas.

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