4 exercícios para praticar o desapego

Essa palavra sempre me acompanha vez ou outra na vida, não porque eu esteja bem resolvida com ela, mas porque é o meu grande desafio. Por isso, decidi compartilhar aqui o que faço quando a vontade de controlar tudo e todos toma conta de mim.

O desapego é a medida precisa entre não se importar e querer algo a todo custo e do nosso jeito. Praticar o desapego é confiar que irá acontecer exatamente o que tem que acontecer, sem se prender ao que o nosso ego exige. Sim, porque nos apegarmos à algo ou à alguém é uma exigência do nosso ego e não apenas um desejo.

Sonhamos ter isso, fazer aquilo, mas nem sempre os nossos planos coincidem com a realidade e trabalhar a frustração nesse momento é essencial. Mas, e se pudermos evitar esse trabalho e começarmos agora a exercitar essa entrega? Vamos lá?

1 — Concentrar-se no presente.

Quando começo a sentir aquela vontade de criança birrenta: "eu quero, eu quero", volto para o meu eixo, para o momento presente. Me questiono: "essa vontade é para me proteger de algo que pode vir a acontecer ou é para preencher uma falta do passado?". Por que precisa ser agora? Faça essas perguntas a si mesmo assim que o sentimento vier.

2 — Trabalhar o medo.

O que mais aparece quando estou fixada em algo é o medo. Medo de me sentir uma impostora, uma derrotada, de ser ignorada ou de não ter voz e nem importância alguma para as pessoas. Aí o que faço? Começo a querer controlar tudo à minha volta. Não adianta tentar asfixiar esse sentimento, é necessário olhar para ele, reconhecer o que está sentindo e transformá-lo. Uma das técnicas que uso para isso é dissociar o fato do medo. Tento olhar de cima a questão e pensar no que o meu "eu sábio" (o nosso lado mais sensato, equilibrado) sentiria ou faria. Assim vou me apropriando disso. Faça esse exercício da dissociação e me conte como foi.

3 — Analisar os cenários possíveis e descrevê-los.

O que de pior pode acontecer se não eu não tiver tal coisa ou se não acontecer o que quero? O que de melhor pode acontecer nessa situação? Investigando dessa forma, vou me acalmando e entendendo que o mundo não irá desmoronar e que não está tudo acabado. Sim, porque quando entramos no modo apego, fazemos dramas irreais. Traga os cenários para a realidade.

4 — Confiar de verdade.

Acredito que quando confiamos em nós mesmos, conseguimos confiar no que nos acontece e na forma como as coisas se desenrolam. Nem sempre como imaginamos, mas como "tem que ser" e ponto. Costumo ter uma conversa comigo mesmo relembrando tudo o que conquistei e todo o esforço que despendi para me tornar quem sou. Me sentindo mais integrada, começo a pensar na situação como um desafio e uma oportunidade de desenvolvimento. Nesse momento peço sempre ajuda de cima (pode ser uma energia superior, Deus ou no que você acreditar) para me dar força e me iluminar. Apodere-se de quem você é e se abra para o que vier. De verdade!

Como foram esses exercícios para você? Qual você incluiria nessa lista? Compartilhe aqui!

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