O que te preenche?

Estamos constantemente em busca de uma sensação de preenchimento, de contentamento. Nessa tentativa procuramos algo ou alguém que possa nos dar isso. E o que encontramos? A necessidade de olharmos mais a fundo para o que nos falta, porque o outro ou o externo pode até dar uma sensação temporária de completude, mas logo essa sensação se esvazia, e novamente passamos a buscar algo diferente por não termos procurado pelo o que de fato pode nos completar.

Não importa a promoção na empresa, comprarmos o carro do ano ou fazermos uma viagem incrível. Nada disso irá nos satisfazer a longo prazo. A curto prazo nos distrai, nos alimenta, mas quando nos damos conta, caímos no vazio novamente. O que temos ou o que conquistamos pode estar numa aparente perfeição, porém, se não se conectar com o interno, de nada adianta.

É imprescindível olharmos para dentro de nós mesmos, para as nossas dificuldades, para o nosso processo evolutivo, se quisermos construir uma base sólida, consistente e não entrar a todo o momento no sentimento de insatisfação ou de apatia.

Com essa finalidade, sugiro um exercício que faço com os meus clientes: a Linha da Vida (salve a imagem abaixo*):

Dessa maneira conseguimos identificar nossos padrões: quais são os momentos em que nos mantivemos com a energia alta e quais nos deixamos cair. E podemos decidir o que desejamos manter como padrão e o que queremos e precisamos transformar.

Viver significa oscilar entre o alto e o baixo, entre sensações de preenchimento e de vazio, entre sentirmos que não servimos para nada e que o mundo não é o mesmo sem a nossa presença. No eletrocardiograma esse vai e vem indica que estamos vivos, mas podemos minimizar as quedas e as euforias vazias se estivermos atentos e conscientes do nosso funcionamento. Basta pararmos de culpar tudo a nossa volta e nos voltarmos para dentro para entender e transformar.

E aí, o que de fato te preenche?

*se tiver alguma dúvida, me escreva: contato@marisabussacos.com.br