
Parada obrigatória!
Nessa vida autônoma um dos principais impasses que encontro é quando me permitir parar, me deixar descansar. Como já falei aqui em outro texto: "Espaço vazio", acredito piamente na importância das pausas como impulso para focar no que realmente importa na vida. Enquanto estamos atribulados fazendo e fazendo, dificilmente conseguimos olhar de cima e enxergar os ajustes que a nossa rotina precisa.
Sair do dia a dia nos obriga a repensar os caminhos, rever as nossas atitudes e perceber se estão contribuindo ou prejudicando o que queremos para nós. É como se fosse a mudança de capítulo de um livro, sabe? Cria aquela suspensão de ar, aquele desejo de saber o que está por vir. Sinto que esses períodos de pausas em alguns momentos foram até uma história a parte, um anexo à minha vida cotidiana. Considerando como voltei mexida e diferente.
Parar, desprender-se da rotina é uma importante ferramenta para reencontros: consigo mesmo e com a ousadia, já que nos colocamos em situações desconhecidas. Quando temos a oportunidade de viajar isso se torna ainda mais intenso: aprender uma cultura nova, explorar lugares novos, entender como se chega de um ponto a outro. O interessante é na volta não deixarmos passar essa energia renovada e sim usá-la como força em nossas vidas.
E por quê estou falando tudo isso? Me dei férias de 15 dias. Achei que só faria isso depois de conquistar tudo o que eu queria nesse caminho autônomo. Mas não. Não estou exatamente onde eu imaginava. Porém, abri esse espaço justamente para me acolher, me parabenizar pelo o que eu já consegui. Para que eu, de um outro lugar, perceba para onde devo ir agora, onde o caminho flui nesse momento da minha vida.
Conto na volta. Até breve!
"Enquanto muitos viajam para fugir, ela viaja para se encontrar, é como se os lugares conhecessem partes da alma dela, partes que ela ainda não conhecia." Zack Magiezi
