Tecnologia e acessibilidade
O mundo moderno e tecnológico vem transformando o mundo e a maneira como as pessoas vivem, consomem e se comportam. Em pleno século XXI, é possível notar como as novas tecnologias podem se apresentar como um facilitador do dia a dia de muitos, em diversos momentos.
Além disso, podemos enxergar as tecnologias não só como uma maneira de facilitar algo, é mais que isso, hoje ela pode possibilitar. Foi pensando nisso que a Sapoti Projetos Culturais, empresa especializada em desenvolver programas educativos para museus e centros culturais, desenvolveu o aplicativo de libras.
O aplicativo de libras foi idealizado pela diretora da Sapoti, Daniela Chindler e desenvolvido por Giulia Buratta, Gabriela da Fonseca e Fernanda Saul, coordenadoras do CCBB educativo.

Daniela fala sobre o conteúdo do aplicativo: “O olhar pedagógico do projeto educativo é fundamental na elaboração do roteiro dos vídeos. Não se trata apenas de um material informativo. Entendemos que é fundamental que esse suporte esteja o mais próximo possível de uma conversa. Por isso os vídeos levantam questões e reflexões, apontam para detalhes das obras, trazem outras referências. ”.
Desenvolvido para dar autonomia aos visitantes surdo, o aplicativo é composto por um conjunto de vídeos que são acessados através de QRCods, divulgados no site do museu ou afixados junto as obras.
Rai de Oliveira, de 13 anos, visitou o Centro Cultural Banco do Brasil, no Centro do Rio, junto com a escola e pode conhecer o aplicativo de libras. Juntos com os colegas de classe, seguiu pela galeria e pode acompanhar toda a visita mediada por meio de um tablet. No fim, o adolescente carregava um sorriso no rosto e um certo fascínio no olhar.
“Já visitamos outros museus, e ele sempre fica disperso, mesmo com um educador fluente em libras. Hoje com certeza, ele aproveitou como os outros colegas. Em sala, vamos desenvolver uma atividade sobre o que aprendemos aqui ”, disse Luana Freitas, professora de Artes do Colégio Pio XII.
Os vídeos estão disponíveis no Youtube, na língua de sinais legendados em português para que os acompanhantes ou os surdos não alfabetizados em LIBRAS, também usufruam do suporte.