Leve o cérebro com você

O cérebro, máquina de poder inquestionável não nos foi dado à toa. Embora nós seres humanos, muitas vezes não o usemos das melhores formas e não tenhamos aprendido a explorar suas inúmeras capacidades. Se soubéssemos usar toda nossa capacidade enquanto máquina, não sei onde estaríamos MAS vamos pensar enquanto seres “ simples”( e tão complexos) que somos e pensar na utilização do cérebro no dia-a-dia.

Muitas pessoas utilizam o cérebro desde a primeira infância de maneiras extraordinárias, facilidade de aprendizado, desenvolvimento de aptidões, descoberta de talentos, capacidade extra de memória e se tornam quase sempre destaques nas suas vidas acadêmicas. Porém, muitas vezes essas pessoas esquecem de usar o mesmo cérebro para situações da vida familiar, amorosa, social, etc. Quem nunca ouviu falar de uma médica bem sucedida que apanhava do marido e o defendia???Daquela advogada que é traída pelo namorado e se nega a enxergar os deslizes do amado e briga com quem for acusando-os de quererem destruir seu namoro? Ou daquela assistente social que é manipulada pela melhor amiga e não consegue se impor?

Cada parte do nosso cérebro é responsável por determinadas atividades e sentimentos em nossa vida. Que adianta ser a melhor da escola e não usar o cérebro nas relações interpessoais? Lembro de um colega de escola que tinha as melhores notas sempre, mas não conseguia se comunicar bem e não fazia amigos.

Lembro de uma moça que eu conheço que tinha TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade)e recusava se tratar, com seus impulsos afastava todas as pessoas de si, magoava os amigos, expulsava conhecidos e terminava sempre sozinha. Era brilhante profissionalmente, mas não cuidava bem do seu cérebro. E nas relações amorosas, deixava os homens ter poder sobre ela. Chegou a querer reatar um namoro violento só pra não ficar sozinha. Ou seja, onde estava a inteligência emocional? A auto estima?

Posso falar de mim mesma que já tive um namoro abusivo e na época não sabia usar as forças do cérebro(inteligência emocional, auto estima, auto confiança, esperança, raciocínio lógico) e não conseguia sair desse namoro que era bem doente. Que sufocava os meus talentos todos( escrever, dançar, tocar violão, cantar, correr), que me fazia fria, que me fazia indiferente até no sexo e ainda me ameaçava. Precisei sofrer esse namoro fracassado pra querer aprender a cuidar do meu cérebro e usá-lo SEMPRE, todos os dias, horas e instantes mesmo que haja a maior paixão do mundo. Não há paixão que justifique o não uso do cérebro.

MAS isso não é unanimidade entre homens e mulheres. Ainda existem muitos homens e mulheres sofrendo por amor, sendo permissivos, coniventes com seu próprio sofrimento por segundo o que dizem por aí “ amar demais” . Já vi mulher brigar com pai, mãe, prima, tio, tia por causa de namorado que não merece o esforço. Já vi homem dar todo seu dinheiro do mês de trabalho pra uma novinha que o “ama” muito e ele só a quer ver bem então ajuda, com esse esforço todo. Nas duas situações descritas, eu vejo um tipo de sentimento que pra mim jamais será amor , mas que chamam de “ amor cego” , onde os protagonistas seguem o coração, mas esquecem de levar o cérebro junto.

E quando surge aquela paixão arrebatadora? Você conhece a pessoa, conversa e pá pou… Ambos apaixonados. CUIDADO! É essencial usar o cérebro para ninguém sair machucado. Empolgação demais não garante felicidade. Aproveite a onda de felicidade, a quentura que a paixão provoca, o frisson, mas não esqueça o cérebro.

Qual a mensagem dessa história toda?

A paixão pode deixar as pessoas um pouco(ou muito) abobalhadas e em alguns casos eu arrisco: burras. Portanto, quando você começar a se sentir apaixonado, se permita, se entregue, se esbalde, se acabe, se satisfaça, se vicie, se complete, se contemple, mas acima de tudo, se ame. Mantenha os olhos sempre bem abertos para analisar as situações e SEMPRE leve o cérebro junto com você.

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