Criar é para quem tem coragem

Este texto foi criado ouvindo, várias vezes, Cartas de Amor de Maria Bethânia, pois a canção me dá uma certa coragem:

“Onde vai valente?
Você secou, seus olhos insones secaram, não veem brotar a relva que cresce livre e verde longe da tua cegueira.
Teus ouvidos se fecharam a todo som, qualquer música, nem o bem, nem o mal, pensam em ti, ninguém te escolhe.
Você pisa na terra mas não sente, apenas pisa…
Você está tão mirrado que nem o diabo te ambiciona, não tem alma.
Você é o oco, do oco, do oco, do sem fim do mundo.”

A coragem criativa me arrebatou nesses dias em que tanta coisa nova vem acontecendo. Esse tema veio à tona, principalmente, depois de assistir a uma palestra ministrada pelo professor Luiz Rufino. Fui para aprender mais, ouvir o que não sabia, e esse objetivo foi atingido com sucesso.

No entanto, algo a mais aconteceu, a epifania e, claro, a catarse, geradas principalmente por ouvir que a criação, apesar de ser e dever ser influenciada por personas, é individual. E é exatamente por essa razão que é preciso ter coragem e “força pra sonhar e perceber que a estrada (criativa) vai além do que se vê”.

Coragem para abraçar o que se cria. E dela expelir a mais pura criatividade. Coragem de se expor, e talvez, claro e com certeza, receber a tão dolorosa crítica. Até chegar ao ponto de não doer mais.

Coragem para ideias absurdas que surgem. E como elas surgem. Graças ao Universo? Sim, graças ao Universo.

Por muito tempo eu tive ausência de coragem criativa, para falar a verdade eu ainda tenho. E para me libertar tenho praticado, me alimento todos os dias com a intensão de aumentar meu repertório, e apesar desse alimento diário, o pote ainda está longe de estar cheio, ele não está nem na metade. E saber que pouco sei é um passo enorme para evoluir como criadora. Evoluir é meu objetivo.

E para isso há de se ter mente aberta para experimentar e conhecer novas ideias. Abraçar a coragem com força é preciso, para que o que já existe possa ser transformado em algo próximo à originalidade. Mas há de se ter leveza também, deixar cair por terra o véu da pressão e da ansiedade em ser o “criativão(barra)originalzão” da vez, pois em todas as áreas, e de modo natural, exercemos a criatividade.

Agradeço por ter a minha mente aberta depois da fala do professor Luiz Rufino, que passou, além de seu conhecimento sobre o assunto, dicas fundamentais para a prática da criatividade, mas sem ficar atrelado a fórmulas e “receitas de bolo”. Ouvir e estar próxima de pessoas que tanto sabem me motiva a querer ser, a cada novo dia, um pouquinho mais do que fui ontem.

Bora viver uma vida mais criativa?

Bora. 😊