
A ÁGUA ABRAÇA, O VENTO SÓ ROÇA
Ele fez um avião de papel. Aquela coisa que, para ser livre, tem que voar.
Caiu na água. Abriu os vincos, afrouxou as asas.
Deu raiva, Teve ímpetos de ir embora. Resolveu ficar e brincar de barco.
Nem ele sabia que gostava tanto de água.
A água abraça, o vento só roça. A água é mais primeva.
E ele achou muita graça nisso.