A Carol me pediu pra falar de reencontros

e é gostoso quando alguém pede pra gente falar de algo assim.

Eu sempre soube que o mundo, apesar de grande, é pequeno demais. Esse tanto de gente que tá aqui presente na minha vida e na sua, amanhã já pode estar presente em mais mil outras vidas.

Louco, né?

Sempre que alguém sai da minha vida, eu sei que uma hora ou outra eu vou reencontrar. Não é aquele se encontrar de: “vou estar melhor”, “não vou mais nem lembrar de você se te ver na rua”… e tantas outras coisas que a gente pensa no calor do momento de brigas e distâncias.

Quando alguém sai de verdade da minha vida, eu, que já não sei guardar rancor, desejo pra essa pessoa muita luz e encontros bons pelo caminho. Desejo tanto tudo isso que sei que um dia essa pessoa vai cruzar comigo na fila da padaria, ou no vagão do trem, e vamos sentir que é ali, o momento de mais luz e encontro bom.

Tem reencontro que a gente duvida, mas também torce. Eu sonho e peço toda noite pra vida não ser só essa. Pra eu ter outras, pra ter um céu, um lugar, em que eu vou reencontrar quem eu gosto de ter por perto. E, não precisa ir longe, sabe? Eu me reencontro toda noite com quem não está mais por aqui. Eu sei que fechando os olhos e pedindo com força, vou sentir a paz de saber que em algum lugar, estamos juntos.

O melhor do reencontro é que seja ele como e com quem for, acontece no futuro. E no futuro o amor aumentou, a raiva passou, a vida inteira mudou. No futuro a gente tem certezas que no passado eram dúvidas. E agora, que é presente, a gente tem a chance de escolher caminhos pra reencontrar quem a gente quiser, seja daqui 5 minutos ou daqui 5 anos.

O importante é que uma hora ou outra, vai acontecer. E você vai entender porque não foi no passado que a relação deu certo, que a família esteve perto, que os amigos ficaram. Porque o futuro, é sempre melhor. E lá tem mil versões de você mesmo pra encontrar com mil versões de quem foi embora.

É que o mundo, apesar de grande, é pequeno demais.
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