Quase nada

Gosto quando Bethânia canta Roberto e grita sobre “O tempo que transforma todo amor em quase nada” e é verdade. Lembrei disso quando o vi pela janela e eu ameaçara entrar. Estava com cigarro nos dedos, que ele odiava. Daí estaquei, constrangido. Pensei que seria bom dizer alguma coisa neutra, porque um resto de carinho havia sobrado. Na conta do sermão que obrigatoriamente ganharia, girei os calcanhares e sumi dentro da solidão que só a Doutor Arnaldo pode oferecer. Quase nada, murmurando. Quase nada.

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