SÓ DE IDA

Assim como eu não entendo as igrejas não pagarem impostos sobre as arrecadações, e assim como eu não entendo muito bem o novo acordo ortográfico, eu não entendo o porque de nós demorarmos para encontrar pessoas que nos fazem muito bem (e que de fato fazem).

Elas não andam pelo Pólo Norte, e muito menos pelo Pólo Sul. Elas andam no máximo a 100 km (sendo bem pessimista), e não anunciam na rádio que existem. Às vezes, elas só estão na calçada, ouvindo música, e usando chinelo. Não vou fazer merchandising da Ipanema, e nem da Havaianas (não agora), mas o que eu quero dizer é bem simples:

eu quero fazer propaganda do binômio chamado amor, com sinal positivo.

E nesta terra (pois de fato existem outras), há um tríade que liga as pessoas mais únicas do planeta: seja a banda preferida, seja a faculdade, seja a distância, seja o que for, elas são ligadas no 220 do amor. Pessoas prontas para perder a batalha, e vencer a guerra. E acredite, entre todas as nossas vidas, passadas ou futuras, nosso destino é carimbado logo no check-in, querendo ou não. E o voo é completamente programado pelos deuses, orixás, forças da natureza, ou simplesmente por um controle chamado sentimento, e ele tem um único destino. Nesse voo podem haver muitos desencontros, linhas perdidas, linhas falhas. 
Mas, nesse caso subjetivo, os seus olhos não me negam a nossa viagem só de ida. Seu sorriso não me esconde as viagens mais loucas e divertidas. A sua voz não me nega a paz desse passeio. Mas, se alguma turbulência acontecer e meu telefone não funcionar ao tentar te ligar, eu te mando um SMS. Se eu não tiver SMS, eu te envio um “zap”. Se eu não tiver 3G, eu roubo o Wi-fi do vizinho. Se o Wi-fi do vizinho estiver ruim, eu te envio carta. Se o correio não funcionar, eu vou ser obrigado a fazer o que eu mais quero no momento: ir até você e dizer,

finalmente te achei!