Agradecimento.

agradeço-te por me despir. tirar minhas roupas, meus maus hábitos e pensamentos, que se foram tão rapidamente que nem acho digno de tê-los como meus.

agradeço-te por extrair de mim, meus mais singelo jeito de amar. meu mais singelo amor. porque quando se ama, uma carta, que seja, acarreta a emoção de como estivéssemos nos dando a mão pela primeira vez. a emoção do primeiro choro de saudade.

agradeço-te por me mostrar que o conceito de vazio não se resume a aquele sentimento tristonho e melancólico, que uma vez ou outra a gente sente. como todas as coisas, o vazio também tem seu lado bom e sua definição positiva. como quando ficamos em silêncio, pessoalmente ou por ligação, um silêncio que faz-nos pensar o quantos nos amamos.

agradeço-te por me aceitar sabendo da minha balbúrdia. dos meus problemas. e entender que minha voz tremula quando estamos a sós não é sinônimo de dúvida, mas, sim, excesso de amor. amor que alastra em minhas veias como fogo em uma floresta.

e em suma (mas não tão bem resumido), por me amar, eminentemente, como amo-te.

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