Luz no fim do túnel

Tiro o jeans como gladiador tira uma armadura, minha blusa pendurei em qualquer lugar da casa, coloco os óculos na rack para não ver a falta que tu fazes aqui, saco o tênis sem desamarrar o cadarço, tiro as meias como um cirurgião tira as luvas e toco o solo em procura dos teus passos nessa casa, caio de braços abertos na minha cama desarrumada evito olhar o teto e imaginar teu rosto, boletos atrasados, sensação de não estar vivendo o bastante, tempo escorrendo pelas mãos, bolo de neve de responsabilidades, lugar na agenda para hábitos saudáveis, escolhas e suas consequências ou escolha sua consequência? ter esperança no futuro, chega um exato momento em que tu tens que aprender que você é a sua própria luz no fim do túnel, ah, sabe nega, estou tão cansado desse fardo demasiado da vida adulta que só queria poder descansar em você ou quem sabe uma massagem com pés femininos tailandeses nas costas também me acalmaríam tão quanto, traz em tua boca minha omeostase, gargalha do que eu digo e sofra rindo comigo, seria tudo tão simples se eu não complicasse o que eu sinto.Me diz como faço com esses meus sentimentos que parecem o Taz-mania dentro de mim, quero escondê-los de ti num frasco que a cada sorriso teu a tampa da meia volta e eu possa sair de dentro de mim de maneira simples ou desastrosa.

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