Hoje, ao acordar, me senti como alguém que emergia da água gelada. O meu corpo doía, mas se enchia de alívio cada vez o ar entrava quente pelos meus pulmões. Contei um, dois…cinco. Olhos abertos.

Ao me despir diante do meio espelho, vi o desespero apático invadir meu rosto como um soco. No colo do meu peito, minhas unhas haviam desenhado a mais linda teia de horrores que habitaram meus pensamentos na noite passada.

A dor era como um corte de navalha cega, que ardia dentro de mim, procurando nas memórias extintas uma resposta que fosse. Mas ela não vinha. Ela não estava escrita sobre aquelas linhas vermelhas. Ela não estava presa sob minhas unhas.

No meu rosto não havia expressão.

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