Não faz nem uma semana, mas é que fiquei pensando. Você chegou de fininho enquanto eu estava distraída imaginando como poderia esconder minhas mãos geladas e suadas de adolescente naquela pose de mulherão. O disfarce não era o meu maior talento. E você tinha chegado. Puta merda.

Acho que fiquei imóvel, sei lá. É que você me olhava de um jeito curioso, e eu tinha tantas coisas pra falar, que não conseguia falar direito sobre nada. Foi mal. Eu não queria admitir, mas acho que até depois desse tempo de ausência, você ainda bagunça algumas coisas por aqui.

Quando a sua mão encostou na minha, vi que a batalha estava vencida. Um a zero pra você. Não que eu tivesse me esforçado muito pra vencer, e nem queria. Estivemos tão longe e de repente era tudo tão próximo de mim. Não era mentira.

Pelas poucas horas em que estivemos juntos, lembrei de todas as coisas que você me falou. Não ali, naquele dia, mas em todos os outros. Era verdade que você estava ali, mas nos outros dias não seria mais. Pensei como gostaria de parar o tempo. Pensei como gostaria de voltar, na verdade.

Não faz nem uma semana.

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