A mulher do lar _ ‘Ser do lar’ eis a questão?

#Vida de mulher #donadecasa

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Quando fiquei grávida aos 20 anos de idade, e ‘congelei’ os projetos da minha vida (até aquele momento), como o curso de projetista industrial, que estava fazendo na época, o retorno a faculdade, entrar para academia, tirar carteira de motorista, etc. Tudo foi deixado de imediato para mais tarde, porém uma ideia era fixa, após o Lorenzo completar 6 meses de vida eu retornaria ao mercado de trabalho, mas não foi bem assim. Fui educada, pelo ‘sonho do mundo’ para ser uma líder, chegar no topo da pirâmide (que reza a lenda ter apenas lugar para um), e não para ser estareles mortal’ que limpa, passa, cozinha e ainda tem força e disposição para formar um ser. Ser dona de casa que por tanto tempo, foi para mim, um sinônimo de fim de jogo, GAME OVER, mal sabia eu que era apenas um novo início.

Conforme o tempo foi passando e a maternidade foi me inundando, eu fui reavaliando meus conceitos referentes a importância da ‘maternagem’ (o exercício da maternidade) e em contraponto havia a necessidade (interna) da voltar ao mercado de trabalho, quanto se ganharia e se perderia com isto, os prós e contras em assumir, ou não, o lar. Ao término do sexto mês do Lolo, eu e meu marido, avaliamos todas as possibilidades e constatamos que gastaria-se praticamente o mesmo, o que eu ganharia, apenas para pagar uma boa escolinha e alguém que eventualmente me ajudasse com a casa e com o Lolo, e ainda assim me proporcionaria pouco (o quase nenhum) tempo com meu filho, portanto tomei a decisão de assumi o papel do Lar.

Conforme o tempo foi passando, ao final do primeiro ano, após muitos momentos de dúvidas e crises, referente a escolha, constatei na pele que ser do lar, não é nada fácil, e também proporciona muito stress, como com a roupa espalhada pelo quarto, a bagunça na cozinha, que a 2 segundos estava brilhando, e etcetera! Porque este se torna nosso trabalho diário, e como todo trabalho causa seu stress; e não é uma escolha tão simples ou tão fácil, como muitos de fora julgam, pelo fato de se estar no ‘conforto do la’! É um processo de pura doação, servidão, estar ali criando a base de um ser (ao dar suporte ao seu filho mais de perto) e formando o alicerce, da estrutura do familiar, como muitas mulheres fizeram antes e como muitas ainda farão, depois de nós.

Ser do lar não nos torna menos mulher (ou desprovida de intelecto), e que estar fora trabalhando, gerando renda é muito bom, mas assumir este cargo, nos bastidores da vida, é digno de enaltecimento (principalmente por nós mulheres), e não este carimbo de ‘fim de linha’; porque a cada fase deste estado de escolha (se você é do lar, por 2 anos, 20 anos ou mais) você está aprendendo com o outro, e consigo mesma, e esta escolha não é por um ‘comodismo é uma ‘filosofia de vida’.

Ser ‘Dona de casa’, me fez ver, na medida em que ia me desligando da obrigatoriedade de trabalhar fora para me sentir ‘funcional’, que eu poderia me voltar, sem medo, para velhos sonhos, pouco rentáveis, e transforma-los em projetos funcionais, sem medo de falhar, porque o principal objetivo é o compartilhar, como este chamado da minha maternidade (pelo blog), por ser algo no qual eu acredito. Então não tenha medo de mudar, de tentar um novo início, ou pausar alguns planos (por um curto ou longo prazo), se a vontade e a necessidade de se voltar ao lar for o seu chamado neste momento, viva-o sem medo, de estar ‘perdendo tempo’ esqueça os velhos conceitos associados a esta função, que é tão preciosa. Volte-se para esta dinâmica sem receios, e abrace a aprendizagem que está vivencia lhe trará. Transmute! E se assim for seu desejo, resgate aqueles sonhos postergados e siga em frente de cabeça erguida, porque você é uma mulher digna de admiração e todo meu respeito.

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