ALARME FALSO

Fomos um alarme falso
Daqueles que soam sem sinal de fogo
De fumaça já dissipada e brasa extinta
Só não minta

Fomos um cigarro de palha
Apagado e reacendido
Por olhares ineficazes
Por tentativas falhas
Por anseios não atendidos

O que há de errado contigo?
Pergunta-se
“Comigo?”

Seu olhar passeia
Por um labirinto de extraviados
Chuva de ópio
E mar de tradições descaradas

No fim, já é tarde
A xepa domina
Você não mais arde
Aquele cara que fascina
É só mais um capítulo
Nessa vida de sinas

Mateus Echeto, 18/06/17