Ideologia de Gênero: Como funciona (Parte II)

Depois de vermos as bases teóricas e históricas da Ideologia de Gênero, chegou a hora de expor todas as estratégias em curso para que essa ideologia, que diz que ninguém nasce homem ou mulher, mas que cada um constrói seu gênero no decorrer da vida, tome toda a sociedade brasileira e derrube o conceito de família e sociedade que temos hoje.

Dr. John Money

Mas antes, é bom conhecer a primeira vez que foi feita uma experiência prática dessa ideologia com o Dr John Money, sexólogo de formação que inventou o termo “gênero” e “orientação sexual”.

Os gêmeos Bruce e Brian nasceram como meninos perfeitos, mas após um tempo apresentaram dificuldade para urinar. Sob orientação médica, os pais levaram os dois para serem circuncidados, porém houve um grave acidente. Os médicos usaram uma agulha cauterizadora em vez de um bisturi. O equipamento apresentou um problema, e a elevação súbita da corrente queimou completamente o pênis de Bruce.

Alguns meses se passaram e o casal, assistindo um programa de TV, conheceu um homem chamado John Money. Ele acreditava que não era a biologia que determinava se somos homens ou mulheres, mas a maneira como somos criados.

Os pais escreveram para Money que, animado com a oportunidade de um experimento real, chamou-os para uma visita. O caso era o melhor possível, pois se tratava de gêmeos, possibilitando a comparação com o irmão que não sofreria a experiência.

Então, aos 17 meses Bruce transformou-se em Brenda. Money enfatizou que, se quisessem garantir que a mudança de gênero funcionasse, os pais nunca deveriam contar a Brenda ou a seu irmão o que havia acontecido.

Dr Milton Diamond, entretanto, desenterrou a história e descobriu a verdade:

Dr. Milton Diamond
“ ‘Brenda’ se rebelava contra as roupas femininas desde os dois anos de idade, sempre teve comportamento visivelmente masculino. A mãe tentou suicidar-se várias vezes, tornou-se depressiva e morreu. O pai contou-lhe toda a verdade aos 14 anos de idade e, depois de inúmeras cirúrgicas, reverteu a situação, passou a viver como homem, trocou o nome para David e se casou. Bruce tentou suicidar-se aos 20 anos, teve uma depressão incurável, foi abandonado pela mulher, seu pai tornou-se alcoólatra, seu irmão, Brian, um drogado que terminou de se matar por overdose, e ele, por fim, aos 38 anos, matou-se com um tiro no peito. ”
‘Brenda’, e depois David Reimer

Toda essa ideia cairia por terra caso fosse defendida por mentes sadias, após a análise desse relato. Porém, a luta contra a natureza, a família e, consequentemente, Deus, tem um autor decaído por trás, e não parou por aí.

Assim afirma Padre Paulo Ricardo: “Como há dois mil anos, Herodes e Pilatos se uniram para crucificar Cristo, hoje, dois inimigos tidos como ferrenhos — a saber, os marxistas e certas organizações metacapitalistas — têm se unido com um propósito comum: a destruição da família. Grandes fundações — como Rockefeller, MacArthur, Ford e Bill & Melinda Gates — têm financiado pesadamente ONGs com ideologia de esquerda, unindo dois universos até então inconciliáveis.”

ONG Clam10

Um exemplo é a ONG CLAM, fomentadora do aborto e da ideologia de gênero, que em seu site mostra que é patrocinada pela Ford Foundation (imagem).

Relatório da Ford Foundation
Valor recebido pela SOS Corpo

Podemos ver também o valor depositado pela Ford Foundation para a ONG feminista SOS Corpo, mencionada no relatório da Ford, bem como a tabela com o valor recebido de patrocínio. Eles estão envolvidos até na legalização da maconha no Uruguai. Entre os principais projetos da Open Society (fundação do bilionário George Soros) para América Latina e Caribe para 2017, estão 1,5 milhão de dólares para o avanço da ideologia de gênero.

Além de organizações internacionais como a UNESCO, que possui diversos materiais para ajudar os educadores a incluírem questões de gênero nos debates em sala de aula, e que também implantou o Marco de Ação Educação 2030, que fala sobre a importância da discussão de gênero na educação.

No Brasil, a Ideologia de Gênero começa a ganhar força em 2005, principalmente nos cursos para educadores, com a inserção em cursos de pós-graduação e alteração do currículo de pedagogia, obrigando os alunos a ouvirem professores falando sobre o tema, além de ONGs que buscam complementar a formação dos professores, defendendo essa questão. Não sem motivo que vemos inúmeros “especialistas” pedindo por “escolas de tempo integral”. A meta é separar as crianças da família e entregar ao Estado a responsabilidade da educação dos filhos, o que o governo de Dilma Rousseff chamou de “Pátria Educadora”. Isso corresponde aos anseios de Friedrich Engels, como visto na primeira parte deste artigo.

Porém, só em 2013 a ideologia é amadurecida para tomar força no Plano Nacional de Educação em 2014, que visa reger toda a educação do num período de 10 anos.

Felizmente, com o esforço de vários expoentes do cristianismo do Brasil nos debates no Congresso Nacional, como os padres Paulo Ricardo e José Eduardo, essa ideia foi rejeitada no PNE. Contudo, o MEC tenta impor a ideologia aos estados e municípios através dos PEE (Plano Estadual de Educação) e PME (Plano Municipal de Educação).

Também nos estados e municípios a ideologia foi amplamente derrotada, sendo aprovada apenas em alguns municípios pelo país. A notícia ruim é que isso não basta para frear o avanço dessa ideologia. Quem afirma isso é a filósofa e psicanalista Viviane Mosé:

“Quem dá aula é o professor. Nós não precisamos de que os vereadores decidam isso, nem nos intimidar com o que os vereadores decidem, nem esperar que os vereadores decidam, (…) eles não dizem respeito a nós. (…) Questão de gênero não precisa ter este nome em nenhum lugar para que seja discutida.”

Em um vídeo na internet, o Procurador Regional da República em Brasília, Dr. Guilherme Scheib, afirma que:

“O governo federal e alguns governos locais cometem graves ilegalidades contra a família e a infância, ao propor e implantar em escolas públicas e particulares a ideologia de gênero.Diversas denúncias revelam a prática de ministrar aulas para crianças sobre sexo anal, bissexualidade, sexo com animais, prostituição e até masturbação. Além de apresentar temas sexuais complexos ao entendimento de crianças e adolescentes, procura-se relativizar abusivamente na mente das crianças os conceitos morais de masculinidade e feminilidade”.

Fica claro de constatar essas interferências do governo, principalmente na nova Base Nacional Comum Curricular, que defende o conceito de gênero e a educação sexual para todas as crianças.

Durante o I Seminário Queer em São Paulo, o sociólogo Richard Miskolci também disse que a exclusão do termo “gênero” dos PMEs não impedirá que os professores abordem o tema.

“A forma geral de condução da educação exige o respeito aos direitos humanos. Isso não foi tirado dos planos e, portanto, essas discussões ocorrerão na sala de aula”.

Fica claro que os ditos especialistas já se sentem incubidos pela educação das nossas crianças, minimizando a vontade e a presença das famílias da mesma forma que o governo na União Soviética (URSS).

Judith Butler

Até mesmo Judith Butler, expoente do feminismo internacional, quando esteve no Brasil, afirmou que a exclusão do termo gênero nos PMEs não é o fim da linha. Ela diz que “haverá ativistas, haverá educadores, haverá organizações internacionais” — todas prontas para tornar o tema “altamente debatível” entre as crianças. Lembram-se da UNESCO?

Tirando o foco das discussões em torno da palavra e do assunto, ela diz:

“Como você vive o seu corpo sexuado no mundo (…) é algo que as pessoas vivem todos os dias, quando perguntam: Que tipo de mulher eu quero ser? Com isso, pressupõe-se que você pode, em algum grau, participar na construção do seu gênero. Que tipo de homem eu quero ser? Quero ser um homem que violenta as mulheres e as mata? Não, eu não quero. Certo, isso significa que você acha que seu gênero pode ser remodelado de uma maneira ética. Isso significa que a categoria de homem está sendo refeita para o debate público. Isso é bom.”

Quem poderia ser a favor da violência contra as mulheres? Obviamente ninguém, porém ela se aproveita desse discurso como uma falsa propaganda para disseminar sua ideologia.

Seguindo esse princípio, não só nas escolas essa ideologia é estimulada, mas também onde a maior parte da opinião pública é formada: na televisão. Diversos programas, principalmente aqueles de ampla visibilidade, estimulam que é algo normal a escolha do próprio sexo, como no Encontro com Fátima Bernardes aqui, aqui e aqui, no programa Amor & Sexo aqui, ou na novela Força do Querer, com a personagem trans homem gay Ivana.

Matéria publicada na “Folha de São Paulo”, em 28 de Agosto de 2017

Inclusive, numa matéria recente na “Folha de São Paulo” é afirmado que “A personagem de Carol Duarte faz parte de uma estratégia da Globo em busca de mobilização social para discutir, nas telas, sexualidade e identidade de gênero.Em entrevista à Folha, Beatriz Azeredo, diretora de responsabilidade social da emissora, explica que seu departamento identifica temas a partir de encontros com o público, monitoramento de redes sociais e conversas constantes com especialistas. “Buscamos escutar a sociedade e entender as angústias de uma juventude que está cada vez mais empoderada”, diz Azeredo.

“Sérgio Valente, diretor de comunicação da Globo, explica que toda a cadeia produtiva é influenciada por assuntos do âmbito da responsabilidade social: “Mas não definimos nada, quem gera o conteúdo criativo tem liberdade total”.Assim, um mesmo tema é abordado por vários programas. “Com ações em conjunto você dá à população um arcabouço de informações (…) Acredita que o telespectador brasileiro está pronto para discutir qualquer assunto, “dependendo do talento com o qual essa temática é colocada.””

Antes desse caso mais recente, já foram exibidas em rede nacional cenas gays com atores consagrados, como Nathalia Timberg, Fernanda Montenegro, Mateus Solano e Thiago Fragoso.

Fallon Fox, antes e depois

Chegou até mesmo nos esportes, como é o caso da lutadora de boxe trans Fallon Fox. Umas das lutadores derrotada recebeu uma concussão e precisou colocar sete grampos no osso orbital fraturado (vídeo). A derrotada disse depois da luta: “Eu nunca me senti tão dominada em toda minha vida.” E agora, você ainda acha que tudo isso é em favor da mulher?

Nem as meninas superpoderosas conseguiram escapar dessa. No recente episódio Horn, Sweet Horn (Chifre, doce chifre), é contada a história de um unicórnio trans. No desenho, ele faz amizade com Lindinha e explica a ela: “Eu posso não ter um chifre, mas eu tenho coração, e no meu coração eu sei que eu sou um lindo unicórnio!”.

Lindinha, então, sugere que o pônei passe por um procedimento feito pelo Professor, para que ele possa ter seu corpo de acordo com sua identidade. Em entrevista ao Los Angeles Times, Nick Jennings, o produtor executivo do desenho falou:

“Ele precisa passar por uma transformação para se tornar um unicórnio e temos todo um episódio [que traz questionamentos sobre]: ‘quem é você por dentro? Quem é você por fora? Como você se identifica? Como as pessoas te veem? ’ Há muito subtexto ali. Eu não acho que ninguém é jovem demais para começar a discutir essas questões, pensar sobre essas coisas. Simplesmente apresente uma atitude e uma voz que ressoe com outras pessoas”.

Depois que é feita a cirurgia, ele acaba se tornando um monstro, e fica triste com isso. Mas as heroínas dão um jeito.

Elas vão ao Quartel General do Pelotão da Aliança da Coalizão dos Unicórnios, e descobrem que Donny, na verdade, sempre foi um unicórnio, não importava qual era sua aparência exterior. Percebem a gravidade disso?

Depois de tudo isso, ainda cabem ser apresentadas mais algumas consequências práticas dessa ideologia. Como uma pessoa vai escolher mudar de sexo, se sexo não existe? Pelo gênero ser uma escolha pessoal e não definida, inevitavelmente caem por terra a eficiência da Lei Maria da Penha e a condenação por “feminicídio”. Também fica óbvio que os movimentos gayzistas são usados somente para atacar a família, uma vez que não se pode defender um movimento em que a pessoa é atraída pelo outro sexo, se não existe sexo definido.

Percebe-se claramente uma apelação emocional em detrimento do racional na questão de gênero, principalmente nas novelas. A desculpa é que deve ser defendida porque ninguém merece uma vida triste num corpo que não reconhece sendo seu. Porém imagine que alguém, por exemplo, acredita ser o Napoleão Bonaparte. Você indicaria um tratamento psicológico para essa pessoa ou iria bradar aos quatro cantos que ela deve ser respeitada na escolha dela de ser Napoleão?Quando diante de um paciente que tem anorexia, que pesa 40kg mas se enxerga com 300kg no espelho, os psicólogos fazem o que? Tentam curar a sociedade em vez do paciente? Pois é.

A própria Associação de Pediatria dos EUA declarou-se contra a Ideologia de Gênero baseando-se no Manual Diagnóstico e Estatístico, que diz que 98% dos meninos e 88% das meninas confusos com seu gênero aceitam o seu sexo biológico naturalmente ao passar pela puberdade (pode ser visto traduzido aqui). Recentemente foi divulgado que a retirada do transtorno da lista de doenças psiquiátricas foi feita por pressões políticas, como afirma Nicholas Cummings.

Portanto, está claro que não se trata de uma teoria da conspiração, mas de algo concreto, bem organizado e financiado, que ataca sutilmente em vários setores para implantar uma sociedade utópica sem famílias, classes nem sexos.

Esse artigo foi feito para esclarecer como um dos maiores inimigos dos nossos tempos têm se manifestado silenciosamente no cotidiano para que, como num exorcismo, conhecendo quem é e qual o nome do inimigo, possamos com a ajuda de Deus expulsar tudo aquilo que nos afasta Dele, com a certeza de que, no final, como dito em Fátima, o Imaculado Coração de Maria triunfará.