Pra onde vou (3/3)


“Para onde vou só deus sabe”, diria minha tia. E apesar do meu coração pagão, acredito nessa afirmação. Querer eu quero muito e muitas coisas, e a depender da minha organização virginiana, ao menos por cada coisa eu passarei um pouco. Tenho que! Estar a um passo da conclusão da graduação, principalmente depois da longa trajetória devido aos dois cursos, pode ser um tanto amedrontador. Me divido entre a ansiedade do querer e o receio de ir. Já sentiram isso? É engraçado, e frio na barriga é real, mas acredito que assim o é porque quero com verdade, e por querer com verdadeiro afeto. Descobri na comunicação o intermédio pra trabalhar com expressão, linguagem e social num mesmo pacote, e disso não me desvendo mais. Talvez a tecnicidade da formação me faça buscar outros ramos, mas sempre na soma e não abandono. Parar de estudar eu não quero. Como minha mãe sempre disse durante o ensino básico, estudar é a melhor coisa da vida. E como é! Quero estudar e depois ensinar os outros a quererem também. Que campo é mais social que a sala de aula? Antes desse fim espero passar por alguns cantos e falar algumas outras línguas. Viajar está na rota. Viajar e voltar, viajar e ficar. O futuro é incerto mesmo. Organizo em listas de prioridades. Mas apesar da importância profissional, o que me guia mesmo são as pessoas que partilharão disso tudo comigo; é minha vênus em câncer, sabe como é… Mas numa breve cena, um simples bom quarto, conhecimento nos dias de semana e feira aos domingos; sempre acompanhado daquela música preferida, das amizades e de algumas cartas de tarot.