[SXSW/EXAME] 4 lições de inovação do festival SXSW

(Matéria original publicada no site da EXAME, de autoria do jornalista Guilherme Dearo, com informações que eu trouxe do festival :) )

São Paulo — O festival SXSW, que acontece em Austin, no Texas, atrai pessoas do mundo inteiro para discutir sobre mídia, internet, inovações, filmes e música.

O South by Southwest nasceu como festival de novas bandas em 1987 e, aos poucos, foi expandindo seu rol de atuação. Em 2007, por exemplo, uma rede social foi lançada durante o evento. Um tal de Twitter

O festival começou no último dia 13. A parte de Interatividade foi até o dia 17. Ainda têm as partes de filme (até 21) e música (até 22).

Uma análise do publicitário Mateus Iglesias, da agência mcgarrybowen, traz algumas dos principais pontos discutidos nas palestras e eventos durante o SXSW Interactive.

O estudo mostra que, para criar soluções para grandes problemas, é preciso ter boas ideias e firmeza na execução — mantendo a visão de longo prazo, fazendo pequenos ajustes de maneira constante e aprendendo com os próprios erros.

Alguns palestrantes trouxeram boas ideias em torno dessa questão. Confira:

Google X

O doutor Astro Teller, do Google X, o laboratório de inovações do Google, contou sobre alguns trabalhos do grupo: carros inteligentes sem voltante, óculos que oferecem informações em tempo real, sistema de entrega de encomendas a partir de drones independentes.

Segundo Teller, o mindset da equipe deve sempre cumprir três requisitos: o problema a ser atacado pelo novo produto deve ser um grande problema para a sociedade; a solução proposta deve promover uma quebra radical, não ser apenas uma tecnologia que “melhora algo que já existe”; e a solução envolver uma grande complexidade técnica.

O doutor, pensando no Google Glass (que, por enquanto, ainda não engrenou), disse: “Fail fast and learn as much as you can”. Ou seja, se é negócio não vai dar certo, é bom que falhe o quanto antes e que você tire todas as lições possíveis desse erro.

NASA

O astronauta da NASA, John Grusfeld, esteve no festival e falou de sua experiência na área. Ele já esteve no espaço em missão de reparos ao telescópio Hubble.

Ele e outros colegas cientistas explicaram da origem do projeto Hubble aos dias atuais. Contaram, por exemplo, que foi difícil convencer o Congresso americano de que valia a pena investir o dinheiro dos contribuintes no telescópio.

O resultado, segundo eles: um dos instrumentos científicos mais importantes da humanidade. Nesse caso, foi preciso paciência e trabalho de décadas para criar algo inovador.

“Lean Startup”

O “pai” das “lean startups” (startups enxutas — modelo de negócio que invadiu recentemente o Vale do Silício) falou sobre empreendedorismo e disse: ninguém lê os planos de negócio de uma empresa. Então a pessoa irá usar o seu produto de uma maneira diferente daquela que você previu em seus planos.

O que fazer então? Colocar o novo produto o quanto antes na rua, para aprender com o público sobre falhas, melhorias, usos, relevância. Esse briefing é essencial para a melhora da performance.

“A maioria das empresas não está pronta para glorificar o erro, louvar a possibilidade de aprender todos os dias com as falhas”, disse.

Healthcare.gov

A equipe do Healthcare.gov, o site do novo programa de saúde americano (“Obamacare”), conta como enfrentou forte oposição do Congresso e teve de lutar por verbas.

Além disso, tiveram de lidar com o desafio de construir uma nova ferramenta digital que permitisse ao público americano se inscrever e usufruir do sistema de saúde.

Segundo eles, a inspiração veio do site de serviços do governo britânico.