A água da Vila Belmiro.

Para que você entenda as razões pelas quais escrevi esse texto e o conteúdo do mesmo, leia esse texto do Juca Kfouri postado em seu blog hoje a tarde. É uma resposta a ele.

O Santos é um celeiro de craques. Há muito tempo dá oportunidade a jovens jogadores. O lema “a base salva” se aplica com maestria nas terras do clube pois quando necessita, sempre aparece alguém, da base, para ajudá-lo. Foi assim com Diego, Robinho, Neymar, Ganso, Gabriel e agora Rodrygo.

Jogadores que não tiveram tanto sucesso no clube quanto os citados acima, casos de Felipe Anderson vendido por muito dinheiro após ótimas temporadas na Lazio, Emerson Palmieri, atual lateral do Chelsea e da Seleção Italiana, vendido também por muito após boas participações na Roma e Thiago Maia, campeão olímpico pela Seleção Brasileira há (hoje) exatos dois anos.

Por ser um celeiro de craques e de promessas, novos jogadores veem na possibilidade de jogar no Santos a oportunidade que precisam para se desenvolverem no futebol. Casos de Renato que veio do Guarani em 2000, Léo que marcou época no clube e Danilo e Alex Sandro que foram campeões da Libertadores de 2011 pelo clube.

O Santos não conseguiria formar tantos bons jogadores se não tivesse uma estrutura adequada. No próprio site do Santos há um espaço dedicado a explicar o que há na estrutura das divisões de base. Tudo é explicado nesse link aqui. Então o que há de errado com a água da Vila Belmiro?

A resposta é: nada. O Santos, assim como qualquer outro clube e também empresa, não é responsável pelas decisões de seus jogadores (no caso das empresas, dos funcionários) fora de seus ambientes. É utópico, inclusive, exigir que os mesmos tentem ter qualquer controle sobre isso.

Quando estava no meu primeiro semestre de RH, ouvi de um professor uma coisa que mudou para sempre meu pensamento sobre qualquer coisa que envolva gerir pessoas: “trabalhar com pessoas é mais difícil que trabalhar com matemática. A razão disso é simples: na matemática existe uma fórmula que, se aplicada corretamente, gera um resultado esperado. Com pessoas nem sempre isso acontece.”

Por mais que você tente passar ótimos valores, formar bons cidadãos sempre, não é do controle do clube as decisões que os mesmos tomem fora dele. Há a orientação, a cobrança. Mas não há a certeza de um determinado resultado do que foi plantado pelo clube. E isso é normal. E não é culpa nenhuma do Santos. Do mesmo jeito que não foi culpa do Flamengo o que o goleiro Bruno fez, do mesmo jeito que não foi culpa do Botafogo o desvio do Jobson e tantos outros tantos casos. As vezes as pessoas dão errado mesmo tendo tudo na vida. É normal. É da vida. E infelizmente acontece. E cada um tem que arcar com as consequências dos seus próprios atos.

Twitter: @MateusMeSantos

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