Lettre au voleur

“Ao senhor ladrão que levou minha maleta essa tarde no Café Jeunes Peintres; 
Saiba que estes velhos bilhetes de cinema são testemunhas de tardes encantadoras ao lado de Letíce, meu primeiro e tão construtivo amor, que este livro de poesias com capa de couro marrom que se encontra em seu poder, tem descritas as dores agudas, que a ausência de Bea, lasciva e inconsequente, rasgou em meu coração. Nas cartas de Louise, cada desenho ou colagem equivalem a dezenas de beijos, centenas de abraços e milhares de pensamentos joviais compartidos e celebrados. Estes óculos escuros, que agora você possui, pertenceram à Becca, que através de seus hipnóticos olhos verdes cor de mel, levou minha alma com seu olhar e me fez eterno em cada instante soluçado nas longas noites que passei ao seu lado.
Portanto, querido ladrão…
Muito obrigado! Sem você estas lembranças permaneceriam adormecidas em maletas e gavetas. Espero sinceramente, que de alguma forma, estes tesouros tão delicadamente preciosos também venham a lhe fazer tão feliz quanto o simples acesso a estas memórias o faz por mim. Prometo seguir buscando acumular “riquezas” como essas, e torço para que o senhor algum dia seja capaz de ter as suas próprias.
Felicidades…”

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