“Se fosse eu” é o c@*l#o

As comparações e os malefícios que elas trazem para um relacionamento

Você se lembra da vez que engoliu uma raiva do seu parceiro e teve que ouvir reclamação dele, semanas depois, por ele não ter tido a mesma paciência que você? Ou pior, se recorda do dia em que o dito cujo acabou tendo o mesmo comportamento que ele tanto pede para você não ter e que já gerou várias brigas?

Nessas horas, três palavras vêm lá do pulmão, passam pela traqueia e chegam na ponta da língua: “Se fosse eu?”.

Convenhamos que é libertador passar na cara da pessoa que ela se chateia por algo que é próprio dela. Isso traz um prazer primo legítimo do famoso “eu te avisei”, muito utilizado em amizades (e para o término delas).

Se libera endorfina, eu não sei. Mas, nos últimos anos, acabei tirando conclusões (todas empíricas) em relação as comparações dentro de um relacionamento. E, conversando com uma amiga, decidi compartilhar a minha experiência e o que penso sobre o assunto.

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Quando eu parei de comparar e como isso melhorou o meu relacionamento

Duas pessoas são diferentes. Em um relacionamento, até os casais mais iguais têm discordam em algum ponto. Só que algumas vezes você vai tolerar a atitude do parceiro e esperar, no mínimo, que ele faça a mesma coisa.

Mas aí se percebe que nem sempre acontece essa sintonia de compreensão.

Então surgem as comparações e as expectativas. “E se fosse eu?”.

Porém, de tanto usá-la e também ouvi-la, pude perceber o quanto essa frase magoa. Traz, frequentemente, a ideia de injustiça. Em algumas ocasiões, por exemplo, é usada só para mostrar o quanto a pessoa falhou naquele momento.

Para a discussão, uma consequência dessa pergunta é o que eu chamo de baú das mágoas guardadas.

Me chamaram?

A probabilidade da outra pessoa relembrar as vezes que também foi tolerante com os erros é grande. Assim, a conversa provavelmente evoluirá para uma briga de raivas passadas que ficaram no limbo do esquecimento.

A partir daí, a discussão passa a ser um inception. A comparação entra dentro de outra comparação, que é sucedida por mais uma. E assim vai, certamente, sem fim.

O ponto que chegamos é: o que isso traz de bom pro relacionamento?

Além de lágrimas…

É normal que duas pessoas, quando se envolvam, procurem no parceiro os mesmos comportamentos. Mesmo assim, é preciso entender que cada um tem sua singularidade, sua moral, ética e forma de agir em determinadas circunstâncias. Você não é seu(sua) namorado(a), nem ele(a) é você!

O que me chateia pode não te chatear, e vice-e-versa. Devemos respeitar isso.

Para finalizar, também existe sempre um jeito de abordar a pessoa sem machucar. Ser sincero e abrir o peito sobre qualquer ressentimento (e sentimento) é essencial:

-Vamo conversar aqui um negócio rapidão.
-O que foi?
-Seguinte, aconteceu uma coisa que me deixou triste…

Olha só que lindo! Mostrar o que tá sentindo, muitas vezes, auxilia no entendimento, além de ajudar a pessoa a se tocar do que fez. Então, menos comparação e mais compreensão!

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