A vida após a vida


“Falecer”. Apenas um substituto para o tão bruto “morrer”. Duas palavras distintas para um mesmo significado. Como se as formas de dizer amainassem o sofrimento. Apenas mera tentativa de sensibilidade diante algo tão duro, tão triste, tão humano. A morte sempre fez parte de nossas vidas. Isso não nos faz ter uma aceitação maior, ou um entendimento pleno. Por mais que tenhamos, por meio de nossas crenças, uma ideia da vida após a vida, o que realmente acontece nos é desconhecido, por enquanto.

O Interessante é ver que, mesmo com essa fragilidade da vida humana, muitos ainda se acham grandes e maiores do que alguns. O Interessante é ver que ainda nos enxerguemos como centro de algo que nem ao menos nos é sabido. Não que não tenhamos nenhuma importância no todo, mas talvez vemos nossa existência com um narcisismo exagerado, talvez até com uma pincelada de megalomania.

Não menos interessante são as lágrimas, os abraços, os “pode contar comigo”, os “assim ela pode descansar em paz”, até mesmo os “meus sentimentos”. Todos consolos pra uma dor inconsolável.