Detalhe da escultura O Pensador na obra Porta do Inferno de Auguste Rodin

Pela liberdade dos travestis

Reflexões sobre o sexo condicionado a uma ideologia

Personalidades como Alexandre Frota e Clodovil provam que a sexualidade não obriga o sujeito a aderir a um sistema fechado de pensamento e ter um comportamento condicionado. O problema não é a sexualidade do indivíduo, mas a ideologia escrota professada pelo movimento político de tipos como Jean Wyllys.

Tive a audácia de passar pela Parada LGBT de São Paulo com minha namorada esse ano só pra ver como era de fato. No entremeio da farra, você nota claramente que existe uma distinção entre dois tipos de pessoas: as que só querem fazer arruaça soltando a franga e as que estão usando esses primeiros para angariar força política. Travestis, gays e lésbicas se entorpecem e expõe sua sexualidade enquanto os carros de som gritam “Fora Temer” ou qualquer outro grito de ordem petista. Agem como se não existissem gays que não são eleitores do PSOL. Como se Talita Oliveira, Karol Eller e Smith Hays estivessem mortos. Que alguns do movimento queiram eles mortos não há dúvida, como Talita mesmo recebeu ameaças depois das denúncias que fez. Afinal de contas, por que um gay deve ter carteirinha de um partido em que os líderes cultuam assassinos como Che Guevara? Ou até pior, são aliados do PT.

Luciana Genro, fundadora do PSOL

Esse fenômeno pontual é um exemplo do comportamento geral do movimento político dito pro-gay. Eu digo “dito” porque essa é a maneira como eles se auto intitularam. O que eles fazem é usar da sexualidade do indivíduo com a finalidade de obter mais poder ao movimento ou a algum partido. E quer coisa mais maldosa do que usar da inclinação sexual das pessoas, justamente o impulso carnal dos mais difíceis de controlar, para obter poder político? As pessoas são fracas em sua sexualidade e ainda existe um movimento político dedicado a sugar poder de sua fraqueza.

A própria maneira como o movimento LGBT tenta catalogar os indivíduos de acordo com seu comportamento sexual (cis, trans, bi, homo) já prova que eles estão mais preocupados em regimentar um exército organizado em pelotões do que reivindicar pela liberdade sexual do indivíduo. Se as genitálias não determinam nada na construção dos gêneros, não faz sentido você querer registrar bovinamente as pessoas de acordo com a maneira que elas usam seus órgãos. Se não há critério para determinar gêneros, por que essa obsessão em enquadrar as pessoas pelo sexo?

“A menor minoria na Terra é o indivíduo. Aqueles que negam os direitos individuais não podem se dizer defensores das minorias” – Ayn Rand
Furit aestus olio su tela — Roberto Ferri

A aversão a um comportamento sexual específico não é nada se comparada com a versão ao pensamento individual. Alguns indivíduos podem até ser homofóbicos, mas para isso eles precisam primeiro ser indivíduos. Obrigar as pessoas a ter uma ideologia pelo seu sexo é ir contra a maior das liberdades individuais, a da consciência. Para o movimento LGBT, se você não transa de maneira heterossexual, você é obrigado a aderir a um sistema de pensamento. Prendem um grilhão ideológico na genitália do homossexual. Mas a liberdade de consciência não é mais importante do que a libertinagem sexual? É uma nova modalidade de escravidão sexual onde a consciência é gerida pela genitália e esta por sua vez é gerida pela ideologia do movimento. Eu prefiro acreditar que os travestis são livres para pensar.

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