Sem Defensa e com muita Justicia! Vexame na Sul-Americana já é comum ao São Paulo

Campeão em 2012, Tricolor coleciona quedas prematuras na torneio: além dos argentinos, Santos e Atlético-PR também já foram algozes precoces

Cair na primeira fase já não é tão incomum: foi a terceira vez na história da competição ( Rubens Chiri / saopaulofc.net)

Na noite da última quinta-feira (11 de maio), o São Paulo escreveu mais uma desastrosa página em sua rica história. O empate por 1 a 1 com os argentinos do Defensa y Justicia dentro do Morumbi marcou, de forma bastante desagradável para os torcedores, de duas formas significativas: além de ter sido a terceira queda no ano de 2017, fazendo com que reste apenas a disputa do Campeonato Brasileiro, foi também o terceiro vexame do clube no histórico da Copa Sul-Americana.

Antes de ser eliminado pelo atual 15º colocado do Campeonato Argentino, clube este que ainda não havia entrado em campo antes do primeiro duelo da competição continental, o Tricolor já havia alcançado o feito de ser eliminado na primeira fase do torneio em outras duas oportunidades: em 2004 e 2008.

Santos, o primeiro carrasco

Elano foi o autor do único gol no duelo de ida contra o São Paulo em 2004 (Divulgação/Santos FC)

Aqui, vale ressaltar que a Sul-Americana tinha um regulamento diferente. Os doze brasileiros classificados se enfrentavam entre eles, até que ficassem definidos os dois representantes do país nas quartas de final. Desta forma, o São Paulo entrou no que pode ser definida como a segunda eliminatória dentro da primeira fase, e, com dois empates por 1 a 1, bateu o São Caetano nos pênaltis.

Na sequência, ficou definido que o Peixe seria o adversário do Tricolor. Quem vencesse, estaria na fase internacional da competição. No primeiro jogo, disputado na Vila Belmiro, vitória do alvinegro praiano por 1 a 0, gol de Elano. Na volta, o zagueiro Rodrigo até chegou a colocar o time de Émerson Leão em vantagem, mas Preto Casagrande, aos 36 minutos do segundo tempo, deixou tudo igual e classificou o Santos para a próxima fase.

2008: ano do primeiro vexame

Ainda promessa da base em 2008, Oscar estava no time derrotado pelo Atlético-PR ( Rubens Chiri / www.saopaulofc.net)

Quatro anos depois da queda precoce, o São Paulo, já tricampeão da América e do mundo, voltava a participar do torneio continental. Em 2005 e 2007, o clube também se fez presente na competição, colecionando eliminações para Internacional (2ª fase) e Millonários-COL (quartas de final), mas foi em 2008 que o clube paulista voltou a envergonhar seus torcedores.

No ano em que viria a ser o primeiro tricampeão consecutivo do Campeonato Brasileiro, o São Paulo teve pela frente o Atlético-PR na primeira fase da Sul-Americana. Após eliminações precoces no Campeonato Paulista (Palmeiras) e na Copa Libertadores (Fluminense), o time de Muricy Ramalho se via em situação complicada no Brasileirão, na tentativa de defender o bicampeonato, com 11 pontos de desvantagem para o líder Grêmio.

Assim, para evitar uma sobrecarga nos atletas, o treinador escolheu uma equipe recheada de jovens, mas que contava com nomes como Rogério Ceni e Oscar, para os encontros. Os dois empates sem gols, em Curitiba e no Morumbi, forçaram a definição nos pênaltis. Oscar, que na época era apenas uma promessa do Tricolor, foi um dos atletas que errou a penalidade, garantindo assim a classificação do Furacão.