Leituras de quarta: The Wild Storm #1

Warren Ellis voltou para a DC e só podemos dizer amém

Fiquei muito tempo sem escrever por aqui, é verdade (e até peço desculpas), mas a vida profissional e O Brasil Que Deu Certo (aproveite para assinar o canal no Youtube e prove que você gosta de mim) me toma muito tempo da vida. Mas vamos voltando aos poucos, e pretendo falar mais de gibis por aqui, que é algo que eu realmente gosto de falar nessa vida, fora as bobagens na internet.

Pra começar, vou tentar criar uma espécie de minis editorias aqui, como Gibis que você deveria ler e Leituras de Quarta. Às vezes serão textos longos, outros nem tantos.

E hoje eu quero falar de The Wild Storm #1

Warren Ellis voltou para a DC, e o melhor: voltou para relançar a Wildstorm. Para quem não lembra, a Wildstorm é um estúdio do Jim Lee que criou os Wildcats, Authority e outros heróis famosos por terem pernas longas e muitos dentes. Ellis foi o responsável por “profissionalizar” um pouco mais o selo na DC Comics, graças ao seu trampo no StormWatch e no Authority, que ditaram o mercado de quadrinhos por anos.

O autor agora é o responsável pelo relaunch e reboot total do selo, e hoje soltou The Wild Storm #1, o pontapé para tudo isso. O universo Wildstorm foi sempre conhecido por ser mais realista e com altos doses de paranoias, black ops e espionagem em geral. Sabendo do seu ponto forte, Ellis pega isso e já começa montando o seu tabuleiro.

Somos (re)apresentados a Angela Spica, Zealot, Jacob Marlowe, Halo Corporation, Priscilla Kitaen, e outros personagens que leitores antigos vão sacar quem é. Só que eles são apresentados de maneira nova e refrescante. A Engenheira agora não é uma mulher pelada, ela é praticamente um Hulk só que no formato de tanque de guerra. Jacob Marlowe não é um anão, e sim um senhor idoso. São pequenas diferenças que mostram que é um reboot que pretende se levar a sério, e não algo para agradar os leitores pela punheta.

Na arte, temos Jon Davis-Hunt com um traço realista, mas que com certeza irá crescer ao longo das edições, já que aqui ele apresentou algumas falhas.

Ellis já declarou que pretende trabalhar ainda mais com espionagem, UFOs, teorias da conspiração e elementos extraterrestres. Tudo isso em quatro arcos de seis partes cada.

Não sou fã da diretriz atual da DC com o seu Rebirth, mas é extremamente gratificante ver os rumos que ela está dando nos selos alternativos, com a Young Animal e agora com a Wildstorm.

Vivemos em um mundo estranho. E vamos mantê-lo assim.

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