Ocupações como estratégia de chantagem política

Escolas, institutos federais e universidades têm sido ocupadas por “estudantes” e militantes como forma de protesto contra a Proposta de Emenda à Constituição n° 241 (A PEC do teto de gastos que nada mais é do que a PEC da Responsabilidade).

Tais ocupações têm sido feitas por um grupo político bastante claro: partidos e coletivos de esquerda que foram retirados do poder. Esses grupos tentam agora chantagear o governo e a sociedade para que façam suas vontades, coisa que jamais podemos aceitar.

Esse tipo de prática — digna do que há de mais atrasado no movimento estudantil brasileiro — nada mais é do que explícita chantagem política com o intuito de tornar a sociedade refém dos interesses políticos de quem foi enxotado pelo povo para fora das esferas de poder.

É a birra infantil daqueles que acham que falam em nome do povo e que, por isso, se acham no direito de impedir que qualquer um estude simplesmente porque os coletivos e partidos discordam de uma proposta.

É a vontade da vanguarda iluminada da luta popular que deve se sobrepor aos interesses dos banqueiros e da sociedade adormecida na alienação ideológica. Aqueles que acham que tem por direito e dever dizer ao povo como devem pensar e votar.

São os mesmos que quando ganham eleição exaltam a pujança democrática das massas, mas quando perdem ofendem pobres que “não sabem votar porque estão alienados”.

São os mesmos que lograram derrota após derrota nas eleições municipais e, ainda assim, acham que falam em nome dos pobres e que, na luta pelos direitos popular, se acham dignos de fazer do próprio povo que dizem representar reféns de suas vontades.

O oportunismo político e a hipocrisia se apresentam ainda mais vulgares quando vemos que nenhum desses movimentos se levantou contra cortes na educação promovidos pelo governo criminoso de Dilma Rousseff. Não houve “bundaços” (que conceito) ou as famosas oficinas de cartazes. Não houve nenhuma ocupaçãozinha sequer, nem que fosse só para dizer que fizeram.

A presidente, que cortou 10 bilhões da educação só em 2016, era blindada como se fossem refém do maldoso Joaquim Levy, visto como interventor do mercado financeiro num governo popular. Eram os cortes e ajuste fiscal do Levy, nunca da Dilma.

A sociedade está dando respostas à essa patota. Primeiro no maciço apoio ao impeachment de Dilma Rousseff pelos crimes que cometeu contra a Lei de Responsabilidade Fiscal e contra a Lei Orçamentária; e agora com derrotas avassaladoras nas urnas de todo o país, legando à esquerda nada mais que um punhado de prefeituras (basta ver o PT, que teve uma redução de 64%).

Não mais aceitaremos que nos façam de reféns. Não vamos mais aceitar que a birra dos coletivos e pelegos da UNE nos digam o que é o interesse popular. Vamos avançar enquanto país para sair da mais grave crise econômica de nossa história. Legado inequívoco daqueles que se opõem à austeridade fiscal.

Enfim, como já cantava o poeta favorito deles: “apesar de você amanhã há de ser outro dia”.

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