Canalhas em busca de justificativas para suas canalhices. ou: A Microcefalia como embuste dos abortistas.

Tenho um texto inacabado na minha pasta de rascunhos a mais de 3 anos, e tornou-se um emaranhado de argumentos inconsistentes devido as minhas próprias incertezas e contradições. Um texto sobre o ABORTO onde eu defendia o ato como um direito da mulher, basicamente por dois aspectos:

(a) a liberdade individual da mulher em ser proprietária do seu corpo e portanto ter o poder de decidir sobre ele;

(b) sobre a questão do período de reconhecimento do individuo pela sociedade e pelo estado.

Sim, argumentava em favor de uma “legalização” do aborto em situações mais flexiveis, julgando a moralidade desde ato basicamente sobre os pontos A e B, exposto acima.

Mas a cada linha, a cada nova ideia, a cada pensamento reflexivo eu me questionava sobre a falta de um ator… algo ou alguém estava sendo esquecido. E me dei conta de que ignorava totalmente a POTÊNCIA DA VIDA HUMANA futura que tem/terá o DIREITO NATURAL DA VIDA, e por algumas convenções e preconceitos é deixado de lado no debate por quem tem uma ideia distorcida sobre o que é a LIBERDADE, onde é tratado apenas como um PUNHADO DE CÉLULAS, um PARASITA, um OVO!

E foi refletindo sobre a vida humana em formação que mudei de ideia e revi minhas próprias convicções… sem o fanatismo apaixonado dos progressistas tolerantes que não toleram o feto, nem o fanatismo religioso que se apega apenas no dogma da sua crença.

Hoje retomo minha “escalada crítica” sobre o assunto, pois vejo que o debate midiático televisivo e das redes sociais é desonesto, e por toda a parte só se ouve uma voz, um vento que sobra em uma única direção, uma única opinião se torna verdade, o direito ao aborto e sua legalização sem critérios é imprescindível!

A atual epidemia do vírus zika alimenta ainda mais a narrativa abortista, domina o debate e não cria espaço para o contraditório. Ainda hoje há dúvidas médicas e científicas da relação entre o vírus zika e a microcefalia, mal se sabe sobre as reais causas do surto, mas a principal recomendação de “especialistas”, “institutos”, “organizações” e qualquer outro formador de opinião é: “…ABORTO É UM DIREITO E DEVE SER LEGALIZADO…”

1) Nesta semana (01/02/2016) o programa RODAVIVA se dedicou a discutir o assunto da epidemia.

Veja https://youtu.be/40FlFB3oOIs?t=54m37s

O convidado José Guedes (prof. de Medicina da Santa Casa) levantou o assunto, e em meio as incertezas ele estava convicto, O ABORTO COMO ALTERNATIVA DE EVITAR O SOFRIMENTO DA FAMÍLIA E DAS MÃES.

Ou seja, prevalece a vontade da mãe, para evitar seu próprio sofrimento, interromper a gestação.

2) No canal GLOBONEWS, o programa com ALEXANDRE GARCIA de 03/02/2016 levou o professor e pediatra infectologista da UFRJ Edimilson Migowski para debater o assunto. Edimilson Migowski participa de outros programas na Rede Globo, BandNews, SBT entre outras, e sua narrativa é exposta como verdade.

Veja no vídeo aos 2:50 http://globosatplay.globo.com/globonews/v/4786148

Para o professor o aborto é encarado pelo “contexto social” e é a melhor opção de manter uma família estruturada, pois nesses casos de FILHOS IMPERFEITOS muitos pais abandonam a família e também acontece uma grande demanda de atenção da mãe para este filho imperfeito, com isso os demais filhos tem seu desenvolvimento “ALIJADOS”.

Ou seja, vamos usar o aborto para evitar o sofrimento familiar, evitar que pais canalhas abandonem suas casas, e evitar que filhos não tenham plena atenção da sua mãe.

Mas claro que ele não é favorável ao aborto, ele só é favorável que a mãe tenha a opção de abortar, COVARDE!

3) No mesmo canal o programa DIÁLOGOS entrevistou Dráuzio Varella, um defensor do aborto foi até razoável e não comentou explicitamente sobre o aborto.

4) E por fim, a ONU orienta que os países revisem suas leis e garantam acesso a saúde pública.

Em outras palavras, a ONU orienta que países mudem suas leis para permitir o aborto nos casos de contaminação pelo vírus Zika.

Nesses 4 exemplos fica claro que não há espaço para quem não admite o aborto como opção de saúde pública.


Toda essa narrativa torna o debate uma grande mentira e hoje eu não defendo mais de que o ABORTO deve ser legalizado, e principalmente o aborto não deve ser tratado como opção de SAÚDE PÚBLICA!!


Acredito que é da natureza humana querer evitar o sofrimento, penso que permitir o aborto vai tornar o aborto uma escolha fácil para mães e suas famílias a evitar qualquer anormalidade na gestação, o aborto será uma porta para a idealização da busca pelo filho perfeito.

Pense… quantas pessoas iriam arriscar a ter um filho imperfeito?


“Nem todos os sofrimentos podem e devem ser evitados, e nem todos os prazeres devem ser desejados”

Essa frase pode ser remetida a Epicuro ou aos escritos bíblicos de Jô 16.33, o que agrada tanto a religiosos quanto ateus!


Síndromes, doenças, disfunções, anomalias, deformações ortopédicas, deficiências neurológicas… são infinitas as possíveis deficiências e imperfeições que a vida nos reserva, e por mais humanos que sejamos seria uma hipocrisia — e uma canalhice — acreditar que vamos aceitar e desejar para nossos filhos condições que não desejamos para nós mesmos!

Hoje minhas próprias experiências de vida me faz pensar que devemos aceitar as incertezas que a vida nos impõe, e é a resiliência que nos faz viver sem o tormento de procurar culpados.

Algumas coisas na vida são como são… simplesmente porque a vida é assim!

É na batalha que se reconhece os COVARDES, e no sofrimento e dor que se identifica os FRACOS!

Os argumentos usados pelos defensores ao aborto apenas joga a sujeira para debaixo do tapete, pais e mães (Sim, mães também!) que abandonam suas famílias o fazem por que são CANALHAS!

Penso numa sociedade que prioriza e respeita a vida humana na sua menor minoria, o INDIVÍDUO, e é para resolver esse conflitos que o estado deve existir.

Basicamente priorizo a potência da vida que por caminhos natural será um indivíduo humano completo, portanto, detentor de direitos inalienáveis, inquestionáveis de VIDA (nascer e libertar-se da sua hospedeira), PROPRIEDADE (seu próprio corpo) e LIBERDADE (desenvolver-se conforme suas potencialidades)!