Como podemos ajudar nossa memória a funcionar bem?
Problemas de memória acometem um grande número de pessoas, principalmente após os 50 anos de idade.
Antigamente, era comum considerar que nossa memória ia se deteriorando conforme envelhecíamos. Porém, nos dias de hoje, sabe-se que ter problemas de memória não é algo que faz parte do envelhecimento normal. Por isso, uma investigação mais aprofundada deve ser realizada a partir do momento em que os esquecimentos passam a prejudicar as atividades do dia a dia.
Muitas vezes, não somos nós quem percebemos que nossa memória está falhando; são as pessoas com quem convivemos que notam que algo não vai bem. É importante estar atento para podermos recorrer a um tratamento assim que o problema inicia, como forma de maximizar a eficácia dos métodos que podem ajudar a recuperar nossa capacidade cognitiva.
Algumas causas da perda de memória podem ser mais graves do que outras. Uma das mais temidas delas, a Doença de Alzheimer, é responsável por uma parcela significativa dos sintomas de declínio cognitivo, assim como os AVC’s, por exemplo.
Infelizmente, perdas da capacidade cerebral atribuídas ao Alzheimer ou a um Acidente Vascular Cerebral são muito difíceis de serem tratadas. A farmacologia ainda tem um longo caminho a ser percorrido antes de conseguir atuar de maneira eficiente sobre tais problemas, e as técnicas e tratamentos existentes apenas conseguem retardar um pouco o avanço do declínio cognitivo atribuído a tais doenças.
Apesar de causar temor entre as pessoas com mais de 50 anos, o Alzheimer e o AVC são menos comuns do que se imagina. Assim, as perdas da memória podem ser atribuídas, com grande frequência, à outros fatores.
Mas quais seriam eles?
A depressão é um grande vilão, quando falamos sobre perda de memória e esquecimentos. Por algum motivo ainda pouco esclarecido, pessoas deprimidas podem apresentar graves problemas de memória.
Nossa hipótese é que tais pessoas, por apresentarem uma condição de apatia, desânimo e dificuldades em sentir emoções positivas, acabam tendo um bloqueio maior para gravar informações. Indiretamente, pessoas deprimidas expõem-se menos a estímulos e têm menos motivação para “usar” o cérebro de maneira intensa.
Além disso, estudos demonstra que a fixação da memória depende de um fator emocional, ou seja, conseguimos memorizar algo mais facilmente quando aprendemos num contexto em que a emoção está em jogo. Sentir emoções é, muitas vezes, um dos grandes problemas da pessoa que está deprimida, o que faz com que os dados percebidos pelo cérebro tenham pouca permanência na memória.
A falta de estimulação e a inércia fazem com que nosso cérebro, assim como acontece com nossos músculos, fique “fraco”, destreinado e menos funcional. Sabemos que um cérebro ativo é um cérebro que se mantém mais tempo saudável, portanto combater a depressão e exercitar o pensamento com atividades intelectuais é uma ótima maneira de prevenir-se contra a perda de memória.
Outros importantes fatores, tais como o uso exagerado e prolongado de benzodiazepínicos (os famosos Rivotril, Diazepam, Lexotan), alimentação desregrada, sono irregular, tabagismo e sedentarismo colaboram para a deterioração da memória. Todas essas causas estão relacionadas ao estilo de vida de cada um.
Preservar a memória é uma tarefa de extrema importância e requer a adoção de hábitos saudáveis. A estimulação cognitiva pode ser realizada através de atividades simples, mas que devem fazer parte da nossa rotina.
Cultivar o hábito da leitura, realizar exercícios físicos, manter-se ativo, alimentar-se bem, buscar atividades prazerosas e combater a depressão são algumas das formas de prevenirmos problemas de memória e ganharmos qualidade de vida.
Evitar o isolamento social e buscar o contato com outras pessoas mostra-se a maneira mais barata eficaz de conseguirmos atingir e manter um funcionamento cerebral satisfatório, principalmente durante a velhice.
Buscar atividades que estimulem a mente é fundamental. Afinal, nossa memória é a responsável por guardar aquilo que temos de mais importante na vida: nossas lembranças.