Tudo que rolou na BrazilJS

A BrazilJS tem crescido a cada ano. E no ano da comemoração dos 20 anos do JavaScript o evento conseguiu números assustadores: 1.300 pessoas in loco e mais de 400.000 (!) assistiram ao evento pelo livestream. Ou seja, a frase tão famosa repetida pelos organizadores, “A maior conferência de JavaScript do Universo”, começa a fazer sentido.

BrazilJS Conf

Mas a palestra também teve pontos negativos e nesse post vou tentar resumir os dois dias do evento e mostrar o que teve de melhor, pior e surpreendente na BrazilJS de 2015.


Localização

O evento esse ano ocorreu no BarraShoppingSul em Porto Alegre, e foi uma excelente escolha. O espaço era grande o suficiente para que os 1.300 presentes pudessem assistir as palestras com conforto, era relativamente próximo de alguns hotéis (o Ibis Budget que eu fiquei estava a R$25,00 de táxi do local) e a praça de alimentação do Shopping deu vazão no horário de almoço.

Auditório do BarraShoppingSul

Porém, o áudio estava fraco pra quem estava assistindo as palestras das laterais, o WiFi foi muito ruim (inclusive pros palestrantes) e todo o espaço de networking estava colado com o auditório, o que causou um grande problema no primeiro dia do evento.

O meu tweet acima dá a entender que os culpados foram as pessoas conversando, mas não foi bem isso. A grande culpa foi da organização de não separar os dois ambientes. Não existe nenhum problema em não querer assistir a determinadas palestras e preferir fazer networking.
O problema foi solucionado no segundo dia com a divisão dos dois espaços.

Palestras

O nível dos palestrantes esse ano foi altíssimo: Brendan Eich (criador do JavaScript), David Bryant (CTO da Mozilla), Laurie Voss (CTO do NPM), Christian Heilmann (ex-Mozilla, atualmente Microsoft), James Halliday (Browserify), Sebastian McKenzie (Babel), e diversos outros monstros.

Um dos pontos positivos foi a remoção das perguntas após as palestras, fazendo com que quem tivesse alguma dúvida fosse diretamente ao palestrante perguntar (o que pra minha surpresa, aconteceu e muito).

Porém, uma das maiores reclamações foi a de brasileiros tentando palestrar em inglês. O argumento era até válido: o evento atingiu alcance internacional e a maior parte das palestras é em inglês. Porém, essa tática se mostrou falha porque nem que entendia inglês e, muito menos quem entendia português, conseguiu entender o conteúdo dessas palestras.

Todas as palestras foram boas, porém vou tentar resumir o conteúdo das (que eu considerei) as melhores:

Christian Hellmann
Trocar os pneus de um carro em movimento é tão difícil quanto tentar fazer inovações com JavaScript”, argumentou Chris. Chegamos num ponto em que precisamos estabelecer uma baseline para a web, principalmente com a chegada do ES6. Outro ponto levantado por ele, foi o nosso preciosismo em relação ao código em alguns momentos, que não reflete nossa preocupação em relação ao usuário final.

Felipe Ribeiro
Foi surpreendente pra todos que o app desktop do Spotify é feito em JavaScript. Felipe também, em sua excelente palestra, falou sobre como é trabalhar com JS no Spotify, os erros que eles cometeram e o que aprenderam com eles. Outro ponto de grande surpresa foi a de que o Spotify usa um repositório único.

David Bryant
Fechando o primeiro dia, David Bryant (CTO da Mozilla), em uma palestra bem curta falou sobre a visão da Mozilla para o futuro e onde o JavaScript se encaixa nele.

James Halliday
A primeira palestra do segundo dia foi do Substack e foi uma das mais impressionantes.

Além de fazer um Twitter ao vivo com logs (!!!), James também mostrou como logs são consistentes, replicáveis e fáceis de armazenar.
Impressionou também no live-coding e na sua habilidade com o Vim.

Laurie Voss
A maioria de nós usa o NPM diariamente e sabe tão pouco sobre ele. Laurie Voss mostrou o presente, passado e o futuro do NPM, o motivo de algumas decisões e apresentou em primeira mão uma nova feature (paga) do NPM que resolve problemas referentes a teams. Além disso, Laurie mostrou um novo grupo que ele criou para a galera GLS de tecnologia.

Fernando Miçalli
O prêmio de palestra mais surpreendente ficou com Miçalli. Com 15 anos de UOL ele mostrou a evolução das features da empresa, começando com polling e terminando com node sockets. Fernando mostrou também números impressionantes da empresa, que chegou a ter 1.5M de usuários simultâneos.

Brendan Eich

O criador do JavaScript falou sobre como desenvolveu a linguagem em 10 dias e alguns problemas dela (contidos no video abaixo, que ele mesmo usou na palestra):

Além disso, Brendan mostrou como o JS deverá ser no futuro com ES6, ES7 e ES8. E pra finalizar falou sobre como Google, Mozilla, Microsoft e outros estão trabalhando no WebAssembly, e porque devemos continuar apostando no JavaScript.

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A Mozilla estava presente (de novo) com um stand sensacional. Oculus Rift com demonstração do fantástico WebVR, presença de nada menos do que o CTO da empresa.

Stand da Mozilla

E também café gourmet sendo distribuído.

Foi bem interessante ver também a Microsoft num evento voltado pra web. Obviamente eles não estavam lá pra divulgar o (odiado) Internet Explorer, mas o foco foi dado para o Microsoft Edge.

Stand da Microsoft

Uma das frases do Christian Heilmann sobre o Edge, que mais impactou no evento foi:

Se funciona no Chrome e funciona no Firefox, então vai funcionar no Edge

É o que todos nós esperamos.

Conclusão

Com tudo que vimos no evento esse ano: muita gente boa, empresas do calibre da Microsoft e da Mozilla, fica apenas uma dica pros mais céticos:

Always bet on JS

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