O que há de errado com o mundo? casamento, moda e relacionamento.

Recentemente eu estive no casamento de um casal de amigos e em dado momento da ministração o Pastor disse que o esposo deve ser o cabeça do lar.

Nesse momento, uma senhora que estava sentada na fileira da frente junto com seu esposo e netos, olha de soslaio para mim e em tom de zoeira solta: Depois de sete anos de namoro e trinta e cinco de casamento quem manda aqui sou eu!

Rapaz!!! Nessa hora eu não sabia se eu ria ou se eu chorava. haha!

Apesar desse momento cômico, é fácil perceber que em um lar o elo de sustentação se encontra na mulher. Já a liderança fica a cargo do marido.

O matrimônio gera mais que apenas uma casa ou um lar: ele edifica a família. E, a família é mais que o núcleo fundante da humanidade, ela é uma necessidade.

No entanto, na modernidade está em voga o “amor livre”, onde ninguém é de ninguém, todo mundo é de tudo mundo. “Deixa rolar, deixa a vida me levar, vida leva eu.”

O lema “carpie diem” serve de carapuça para nossos dias. A cultura da felicidade impera.

Virou modinha ninguém querer construir um relacionamento sólido, quanto mais se casar. Quando juntam os “trapinhos” não querem ter filhos, seja por motivos de contenção de gastos ou simplesmente porque crianças dão trabalho (me poupe!). No mais substituem os filhos por um cachorrinho (estão de brincadeira! Só podem estar, não pode ser!).

O que há de errado com o mundo?

Um tiozinho gorducho e de cabelo desgrenhado é o autor desta indagação e a partir dela fez o prognóstico do mal que assola a modernidade.


G.K. Chesterton

Com uma agudeza e perspicácia ímpar, G.K. Chesterton lançou, em 1910, “O que há de errado com o mundo” fugindo do senso comum e do politicamente correto.

Em suas palavras:

A única forma de falar do mal social é ir direto ao ideal social. Todos temos consciência a loucura nacional, mas o que é a sanidade nacional? Chamei este livro de `O que há errado com o mundo´, mas esse título algo indômito conduz a um só lugar: errado é não solicitarmos o que é certo”.

Na obra ele praticamente pressagia as consequências do feminismo “sufragista” (movimento que visava a igualdade de voto para as mulheres na Inglaterra durante o fim do séc. XIX e o início do séc. XX), no qual decorreu em movimentos anti-família e anti-maternidade. Por conseguinte, hoje temos a famigerada ideologia de gênero, a tentativa de mudar a ordem biológica, de modo a transformar masculinidade e feminilidade em meras construções culturais, além de promoverem a libertinagem e o aborto.


Protesto de um grupo feminista

Ainda, Chesterton é judicioso ao afirmar que hoje rechaçamos a tradição do passado, as alternativas que derem certo e desconsideramos as que deram errado.

Quer tradição maior que o casamento?

Falar de casamento nos dias de hoje, que coisa mais retrógrada! Fidelidade pra quê?! Se o que importa é a minha satisfação por meio dos prazeres.

Bastava a certeza de ter alguém sempre ao seu lado até o fim dos seus dias para ter uma felicidade perene. No entanto, na modernidade basta o primeiro lampejo de tédio para se dissolver esta aliança.

“Duas pessoas devem estar ligadas a fim de fazer justiça uma à outra, seja por vinte minutos numa dança ou por vinte anos num casamento. Em ambos os casos a questão é, se um homem fica entendiado nos primeiros cinco minutos, ele precisa seguir adiante e forçar-se a ser feliz.” “Um deve apoiar o outro para fazerem justiça um ao outro”.

O casamento sempre teve um caráter espiritual. Hoje foi relegado a um mero contrato de vontades.

“Os homens inventaram novos ideais porque não se atrevem a buscar os antigos. Olham com entusiasmo para a frente porque têm medo de olhar para trás”.

Você já parou para pensar que para se enquadrar nesse mundo moderno você tem que seguir esses padrões?

Esses padrões só geram o caos. Esse caos só gera solidão e infelicidade. Nunca estamos satisfeitos com o que somos ou com o que temos. Isso ocorre porque a alegria é instantânea (padrão miojo de qualidade).

O princípio é este: em tudo que é digno de ter — mesmo nos prazeres todos — há uma porção de dor ou tédio que deve ser preservada a fim de que o prazer possa renascer e perdurar. A alegria da batalha vem depois do primeiro medo da morte; a alegria de ler Virgílio vem depois do enfado de tê-lo estudado; o entusiamos do banhista vem depois do choque inicial em face da gelada água do mar”.

Já disseram que a beleza salvará o mundo. Diante disso, podemos ver que o instituto da família tem uma beleza própria.

A beleza de uma família está na doação, sinceridade e reciprocidade entre seus membros. Ali temos segurança, amor e abraço.

Quer coisa mais bonita que uma reunião familiar com todos os seus membros: avós, pais, filhos e netos.

Reitero que o matrimônio gera mais que apenas uma casa ou um lar: ele edifica a família. E, a família é mais que o núcleo fundante da humanidade, ela é uma necessidade. A necessidade que cura qualquer caos, solidão e desesperança.

Não siga a modinha moderna, viva a verdadeira moda, e esta é atemporal.