Principais cuidados ao adotar um filhote

Há pouco tempo um número mínimo de pessoas pensava primeiro em adotar um cão antes de comprar um. Hoje, com toda a divulgação nos sites e redes sociais, as pessoas já estão muito mais familiarizadas com o sistema de adoção de cães e várias já dão preferência à adoção. Porém, ainda é possível encontrar alguma resistência e receio, mesmo nas pessoas mais informadas, quanto a adoção de um cão. Se você está pensando nisso é hora de tirar as dúvidas.

Onde adotar

Existem várias maneiras de adotar um cão. Muitos cães de rua podem ser adotados sem problema algum e, sem dúvida alguma, vão adorar ter comida e água todo dia, um lugar quentinho para dormir e uma dose diária de muito carinho. Além disso, existem lugares específicos onde os cães são colocados para a adoção depois de vacinados e devidamente tratados de qualquer patologia:

  • ONG’s;
  • Centro de Controle Zoonozes ;
  • Abrigos;

Outro bom lugar para saber sobre cães para adoção sem precisar sair da frente do computador é procurar através de redes sociais com o Facebook. Existem páginas nas quais os responsáveis colocam fotos e descrevem todas as características dos animais. Fique atento também às feiras de adoção que costumam acontecer em várias cidades

A Lei de Posse Responsável

A adoção de um animal é algo muito sério e são necessários preencher alguns requisitos que são encontrados na lei nº 13.131, a Lei de Posse Responsável. Ela garante que o animal tenha um lar com qualidade de vida adequada e que será bem tratado. O estabelecimento de adoção também pode pedir alguns documentos seus como identidade, CPF e comprovante de residência. Tudo isso para garantir a segurança e o bem estar do animal.

Macho ou Fêmea?

Essa é uma dúvida que pode tirar o sono de muita gente. O ideal é analisar cada situação de maneira específica e identificar os pós e os contras de cada um. Assim, se você já tiver um cão em casa, adotar outro do mesmo sexo pode gerar uma disputa por território. Se forem de sexos opostos, acasalamentos indesejados podem ocorrer e gerar muitos filhotes. As fêmeas, quando entram no cio, podem deixar os donos enlouquecidos. Mas, todos esses problemas podem ser evitados, simplesmente, realizando a castração do animal.

Filhote ou adulto?

Muitas pessoas preferem adotar um filhote em vez de um cão adulto achando que a situação passará a ser mais fácil de lidar. Filhotes, por não terem ainda o seu sistema imune formado completamente, adoecem com mais frequência e precisam ir ao veterinário mais vezes. Eles precisam ser educados em praticamente tudo, desde o local onde vão fazer as necessidades até em termos de temperamento.

Além do mais, no sistema de adoção, os cães não são de raça e dificilmente será possível saber, com certeza, até quanto o cachorro irá crescer. Isso pode ser um problema para quem mora em lugares pequenos como apartamento. Os cães adultos não precisam de tanta atenção e só será preciso treiná-los se lhe for ensinado algo diferente. Eles conseguem se virar muito bem em ambientes estranhos.

Cuidados básicos logo após a adoção

Finalmente você já escolheu o cão e pegou todas as informações possíveis no próprio estabelecimento de adoção. Mas, os preparativos não param por aí. É preciso tomar outros pequenos cuidados como: levar ao veterinário para um exame completo, vermifugar, controlar pulgas e carrapatos e providenciar a castração (caso queira). Além disso, antes de levar o cão para casa, certifique-se de que, pelo menos, o básico necessário já foi providenciado como ração e lugar para dormir, entre outros. Não esqueça do principal: muito carinho e amor.

Primeira noite de sono

Para recepcionar bem o filhote, o tutor precisa ser carinhoso e dar atenção ao bichinho, já que ele provavelmente estranhará bastante o seu novo lar. Quando a primeira noite de sono chegar, é preciso aquecê-lo bem. “Se possível com algum pertence do novo tutor como uma camiseta ou um cobertor. O cheiro vai fazer com que o filhote se sinta mais seguro e confortável”, explica a veterinária. “Até os três meses de vida, os filhotes costumam dormir a maior parte do dia. Por isso, é bom evitar acordá-los ou pegá-los no colo com frequência.”

Acomodações

Na hora de escolher onde fazer a cama do mascote recém-chegado, é preciso escolher um local, onde ele não fique só por muito tempo. Porém, também é preciso evitar locais barulhentos com muitas pessoas. Os cães necessitam sempre ter uma cama limpa, seca e bem aquecida, além de um certo espaço para se alimentar e fazer suas necessidades. Esta área deve ter sombra e ainda ser ventilada. Como os filhotes são muito curiosos, evite que eles fiquem perto de produtos de limpeza, fios, cabos, plantas ou aparelhos eletrônicos menores. “Também é importante que as crianças brinquem com os filhotes somente no chão e não em cima da cama ou do sofá, já que uma queda pode ser fatal. O ideal é que o filhote tenha um cantinho exclusivo, onde conte com conforto e segurança até ganhar mais independência”, completa a veterinária.

Banho

Enquanto ainda são filhotes, os cães têm baixa resistência imunológica. Por isso, o melhor é dar banho em centros especializados que contem com todos os métodos de higienização necessários. Também é aconselhável que o banho aconteça após a primeira dose de vacina que é aplicada em todo filhote, após os 45 dias de vida. “Se o lugar onde o tutor pretende levar o animalzinho para tomar banho não apresentar a higiene necessária, o melhor é que ele só o leve até o local depois da terceira dose de vacina”, explica Giulliana.

No caso de banhos em casa, escolha os horários mais quentes do dia. Não deixe que a água entre no nariz ou nos ouvidos — que podem ser tapados com algodão. O banho também deve ser rápido para evitar que o cão fique doente. Para secá-lo, o melhor é usar tolhas felpudas e um secador com ajuste no morno. ”Para limpá-lo, uma boa opção é usar xampu neutro. Caso o tutor queira realizar uma leve higienização rotineira, ele pode utilizar os banhos a seco que devem ser aplicados com um pano em sentido oposto aos pelos e finalizado com o uso de um secador”, explica a veterinária.

Troca de dentes

Entre o quarto e o quinto mês de idade, acontece a troca de dentes dos cães. Nesta fase, os tutores precisam ficar atentos e se possível levar os filhotes para avaliação de um veterinário especializado, já que nem todos os dentes de leite caem, ao mesmo tempo em que os permanentes começam a crescer. “Quando não são retirados, os dentes de leite remanescentes comprometem a mordedura, o restante da arcada dentária e predispõem a dentição do filhote ao desenvolvimento de placas bacterianas”, alerta a veterinária. “Na tentativa de que todos os dentes de leite caiam e não atrapalhem o desenvolvimento dos permanentes é preciso que o filhote sempre tenha algo duro para morder”.

Alimentação

Outro fator importante para a saúde dos filhotes é a alimentação. Entre o primeiro e o segundo mês completo de vida, o cão já pode consumir ração. Ao serví-la, primeiro coloque o pote em frente ao cão no horário que achar adequado alimentá-lo. Se ele não comer em cerca de quinze minutos, não force. Contudo, algumas raças são extremamente frágeis e não podem ficar muito tempo sem comer. Então, tente umedecer a ração com um pouco de água para ficar mais palatável e apetitosa ao cão.

Inicialmente, pode ser que o filhote coma bem em algum horário, mas não queria respeitar os outros. Mesmo assim, não altere a rotina. Com o passar dos dias, ele perceberá que precisa respeitar os horários determinados para se alimentar. “Esse método possibilita que os tutores também observem distúrbios no organismo do cão com mais facilidade, caso ele tenha falta de apetite, depois de se acostumar com os horários estabelecidos”, diz a veterinária. “Para servir a quantidade certa de ração, deve se observar a indicação no rótulo da embalagem. A quantidade descrita é proporcional a idade e ao peso do filhote e deve ser fracionada de acordo numero de refeições, evitando sobrepeso dos animais”.

Fonte: Época; Webcachorros.com