Frank Underwood já teria fechado Guantánamo há muito tempo. Ou não

Promessa de campanha de Obama em 2008, o fechamento da prisão de Guantánamo nunca saiu do papel, mesmo tenho virado lei.

Fechar Guantánamo talvez tenha sido a principal promessa de campanha de Obama. O fechamento da prisão é tanto de interesse nacional quanto internacional; talvez a comunidade mundial seja mais interessada no fechamento que os próprios estadunidenses. Até agora, Obama não teve sucesso.

O que Frank Underwood faria no lugar de Obama?

“Tudo o que fosse necessário” seria a resposta mais provável, levando em conta o que ele fez para alcançar a Casa Branca.

Apesar de algumas derrotas no Congresso, Frank conseguiu muitas vezes virar o jogo em seu favor, revertendo resultado de votações na Casa. Tal qual um parlamentar que temos por aqui…

Mas quem disse que Frank gostaria de fechar a referida prisão? Quais seriam motivações dele para realizar esse feito? Simples. Se o fechamento da prisão garantisse mais poder para ele, tanto dentro do Congresso quanto em relação à população, Frank não hesitaria em manipular o parlamento, em chantagear algum opositor, em colocar a opinião pública a seu favor. Coisas que ele faz muito bem, e de uma forma pouco convencional, como se vê nesta citação:

A única coisa mais gratificante do que convencer alguém a fazer algo que eu quero é falhar em convencê-lo propositalmente. É como colocar uma placa de “não entre” que pareça implorar para que você entre.

Se o fechamento da prisão fosse algo não desejado por seus investidores, se a massiva opinião pública fosse a favor da manutenção da entidade, e se, ao encerrar as atividades de Guantánamo, Frank pudesse perder poder e influência no Congresso, ele com certeza não o faria, e talvez criasse um evento para desviar o foco do não fechamento.

Obama não tem maioria no Senado e está no fim do seu último ano de mandato. Oito anos se passaram, muitas políticas públicas foram se sobrepondo ao fechamento de Guantánamo, e, agora, Obama vai tentar mais uma vez cumprir, talvez, a promessa mais importante de sua primeira campanha.

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