
Sua cabeça estava pesada. A dor assolava sua cabeça com fortes dores que se repetiam como ondas quebrando em uma praia. As luzes já estavam baixas e ficar no escuro não era uma opção naquele momento. O comprimido para aliviar a dor que tomou no inicio da tarde não o aliviou, muito pelo contrário, serviram apenas para alimentar a dor excruciante. Usava os dedos para coçar os olhos, na busca de um alivio para a dor, afinal, a pressão sentida por de trás dos olhos poderia ser aliviada e a ausência dos óculos era algo, no mínimo, prazeroso. Ao afastar os dedos dos olhos, enquanto eles se focavam na realidade, sendo obrigados a encarar o apogeu que tudo chegou.
A mesa de reuniões se estendia vazia a sua frente, com seus respectivos vinte assentos abandonados. Seus donos estavam sentados em outro lugar, provavelmente no Congresso Continental, como teria ordenado no meio da tarde. Precisava de um tempo para por as idéias em ordem e talvez a dor fosse motivada pela opressora quantidade de eventos que aconteceram no decorrer do último mês.
Ayingwa, Chefe Continental, a figura de poder acima de todos, totalitário do governo Continental, dedilhou uma gama de botões embutidos no tampão de madeira da mesa, até que apertou um em especifico e uma esfera se ascendeu no centro da mesa. Dela emergiu uma projeção em formato de tela. No ar, ela era duas vezes mais larga que a mesa e quase chegava ao teto. O totalitário apertou outro botão e uma filmagem começou a rodar. Teve de botar seus óculos e sentir a dor aumentar um grau, parecia que seu cérebro estava sendo esmagado.
A filmagem estava com o som reduzido, mas algo chegava aos ouvidos de Ayingwa. Os gritos, mesmo que baixos, golpeavam o seu cérebro, estimulando sua dor. Os Oficiais de Segurança, ou como eram conhecidos, “os verdes”, se aproximavam marchando em direção a um numeroso grupo de jovens que seguravam cartazes e bandeiras do Continente. Os verdes batiam com suas tonfas nos escudos de grafeno endurecido, enquanto bradavam o hino do Continente.
Terra dourada, brilhante as mil
Ò Pátria Amada és tu Continente
Das páginas de nossos livros,
Somos teus filhos
Esse hino, naquele momento, sendo cantado daquela forma, causou uma onda repentina de dor e asco. A dor avançou como mais uma onda, grande e forte, percorrendo toda a sua cabeça. A sensação de sinos badalando contra o seu cérebro era intensa. Sentindo um formigamento em sua nuca, Ayingwa a massageou.
A filmagem avançava e um conflito começava. Não podia ver o que tinha sido a causa, mas sabia como seria o efeito. Um dos verdes usou sua tonfa para golpear repentinamente a cabeça de uma garota que gritava contra ele, parando quando ela estava desacordada. Como efeito, as pessoas que protestavam partiram para cima dos verdes e o confronto se instalou. Os golpes de escudo e tonfa contra as mãos nuas daquelas pessoas. Estudantes, trabalhadores e trabalhadoras estavam confrontando a força de segurança máxima do Continente, sem medo e sem armas. Ayingwa apertou o botão mais uma vez e a filmagem passou para a próxima.
Um mar de pessoas se reunia na Praça, a Cidade-Jardim de maior beleza do Continente. O som baixo entregava aos ouvidos do totalitário a musica alta, mas algo lhe dizia que aquilo não era um festival, não. As bandeiras erguidas por inúmeras pessoas, balançando de um lado para o outro, pessoas de pé em semáforos acoplados em postes. O pequeno drone de filmagem avançou acima da multidão, se aproximando de uma grandiosa estatua do Continente. Ela era feita de mármore e reproduzia a mente suprema, o Senhor Chanceler Augustus Maximo Cesário, o responsável pela criação do Continente. Na mão erguida da estatua, que segurava um livro, um protestante erguia uma imensa bandeira do Continente, que era levada pelo vento e a multidão rugiu de tal forma que o som baixo não foi o suficiente para conter o estrondo. Dessa vez, a dor se espalhou por todo o rosto de Ayingwa e mais uma vez terminou em sua nuca.
Apertou outro botão e as projeções cessaram e o silêncio reinou na sala. O totalitário encarou o vazio por algum tempo, com o rosto sério, totalmente frio, como uma maquina sem vida e era assim que se sentia naquele momento, sem vida, vazio. Ele se levantou e esmurrou a mesa, esmagando os botões de comando. A dor percorreu seus dedos e seu braço, misturando-se com a de sua cabeça.
- Tudo que eu queria… — engasgou. — Tudo que eu sempre almejei, tudo que eu sempre sonhei para mim e para o Continente, a idealização de uma sociedade justa, estável e equilibrada, foram transformados no mais vil dos pesadelos…
Com os botões de comando esmagados, as suas funções ficaram confusas e a projeção se iniciou mais uma vez, com o som um pouco elevado.
- Liberdade! Liberdade! Liberdade! — As vozes uníssonas gritavam, sobrepujando o som da música.
O rosto do totalitário se transformou em uma careta de pesar, balançando sua cabeça de um lado para o outro. Não se importava com a dor mais, era algo insignificante naquele momento. Sentia que ela esmagava seu cérebro de cada lado enquanto ele balançava sua cabeça.
- A cobiça humana nos levou ao estado que vivemos. Um povo insatisfeito, revolto e raivoso. — Ele riu. — O povo é o pilar de sustentação da sociedade e o que nós, políticos, somos? Nada além da voz do povo… Erguemos leis e a exigimos que fossem respeitadas como uma religião! — Ele respirou fundo. — O povo é o equivalente a uma força caótica e desenfreada. Tentamos domar isso, com essas mãos imundas e o que conseguimos? Revolta!
Ergueu seu rosto e assistiu as filmagens. Via como o drone avançava por cima da multidão, as bandeiras balançando e após isso, avançava para outra filmagem, graças ao comando quebrado. No filme, uma mãe corria com seu filho nos braços, enquanto um dos verdes lançava spray de pimenta contra ela e em seguida, um deles chutava um jovem caído e em outra, um grupo deles arrastava uma jovem garota para dentro do Caminhão Prisão. Ayingwa encarava tudo aquilo com dureza em seu rosto, mas por dentro, o pesar que se fundia ao desapontamento, desolação e tristeza, o faziam sofrer.
- Fizemos das leis uma religião a ser seguida e um simples desvio dela é visto como heresia. Nosso governo se tornou um culto no qual todos depositavam sua fé e eu, Ayingwa, era o messias entregue pela Teoria Democrática de Mateo. Isso é uma sina, ou um estigma. Estou pendurado em uma cruz, no topo de um monte, enquanto todos me olham com desaprovação e raiva, enquanto aqueles que sentaram aqui, meus amigos… — Riu mais uma vez. — Amigos… Me usaram para saciar a sua própria sede de poder. Bispos e cônegos do dinheiro espalhavam seus tentáculos pela sociedade, usando suas bocas asquerosas para engolir capital para suas fortunas pessoais. Aqui, sozinho, eu pergunto, para quê? Por que eles precisam de mais? São miseráveis ao ponto de tomarem o pouco que o povo tem e acrescentar a sua fortuna pessoal? Por quê? — Fechou suas mãos em punhos, sentido seu braço tremulo.
Os verdes gritavam contra uma senhora idosa, sentada em uma poltrona, até que um deles estapeou o rosto dela, deixando-a desacordada. A imagem prosseguia com o resto dos verdes se espalhando pela modesta casa, quebrando-a e depredando-a. O totalitário sentiu raiva, um profundo sentimento que teria se enraizado em si, agarrando seu coração e seu corpo como um parasita imenso. Ele teria perdido o controle de seu próprio governo, onde cada um de seus Conselheiros comandava suas próprias milícias, jogando com seus interesses pessoais, tomando tudo que quisessem daqueles que quisessem. Sabia o que deveria fazer, sem hesitar, ele precisava fazer aquilo a qualquer custo.
- Usamos a democracia para mascarar um governo totalitário e fascista. Fui usado como uma marionete e os titereiros se regojizam com suas fortunas imundas, cercados pelas suas malicias e depravação. Eu digo, não mais! — Ajeitou sua postura, encarando a filmagem com o queixo erguido. — Crime carrega sua ação desastrosa, mas o castigo… Ele é severo e necessário para a correção do delito. Crime se mistura no governo que se metamorfoseou em um grotesco monstro totalitário, pintando a tela com cores vulgares e criando uma pintura depravada e corrupta. O castigo extinguira a devassidão e a imoralidade imposta pelo Totalitarismo Religioso que criamos. Sim, que criamos.
Ayingwa deu um passo para trás e caminhando em direção a porta dupla na outra ponta da sala. Antes de abrir a porta e sair, ele deu uma última olhada para a filmagem que agora mostrava um pequeno garoto, que desesperado, catava resto de comida que os verdes jogavam no chão. Tomado pela raiva cega, ele abriu a porta e saiu, batendo ela com força.
O corredor ao lado de fora da sala fazia uma curva a frente e se dividia em dois, um dos lados levava ao heliporto e o outro, aos elevadores centrais. O sentimento de opressão criado por aqueles corredores vazios, com luzes incandescentes embutidas no teto, as paredes de madeira marroquina que exalavam um cheiro onipresente de verniz. Respirou fundo e deu seu primeiro passo para o futuro que estava para criar. Sabia que, caso a História voltasse a ser uma das disciplinas escolares e acadêmicas, seu nome estaria lá, talvez como o Chefe Totalitário, ou o Pai do Fascismo, ou até mesmo pelo o que estava prestes a fazer, isso não importava mais. Sentia a necessidade de ajeitar as coisas, de tornar tudo o que era antes, mesmo sabendo que era impossível o retrocesso até o ponto inicial. A mudança ocorre de forma drástica e avassaladora, afinal, era isso que fermentava uma sociedade.
Seus passos ecoavam pelo corredor e seus pensamentos se voltavam para detalhes minúsculos nele, como o rachado no mármore do piso, ou uma das lâmpadas que não ascendia mais, ou riscos na madeira marroquina. Preso na sua percepção hipnótica sua sensibilidade se tornou gritante em seu interior. A insatisfação e amargura eram crescentes em si, até mesmo a desolação lhe contemplava. Contemplar a desolação era um caminho irremediável, ou melhor, era a abertura de uma brecha para que fosse colonizado por ela. Preso nos labirintos de suas escolhas, provando de suas próprias atitudes que lhe guiaram até aquele caminho, Ayingwa sentia-se vazio. As paredes, para ele, eram imensas e as luzes o iluminavam como inúmeros sois. Precisou parar e se apoiar em uma das paredes, sentia o seu coração apertar e sua cabeça ultrapassar os limites racionais de dor, mas nada disso o impediria de continuar. A sensação de ter a lua caindo sobre sua cabeça jamais o faria parar e assim, com passos vacilantes, Ayingwa seguiu o caminho pelo corredor.
Sequer percebeu o trajeto e a duração, esteve preso dentro de si o caminho todo, sendo obrigado a rever seus atos até o momento atual. A nostalgia sombria de receber dinheiro, aprovar medidas de segurança incabíveis, alimentar a fabricação de armas e restringir direitos básicos que diziam respeito à população teriam levado ao momento revolucionário em questão. Subiu uma pequena escada de ferro, apertando o corrimão dela com firmeza para que seu corpo não tombasse pela dor lancinante. O tempo de introspecção lhe deixou alheio ao tempo real e ao cruzar a porta para o heliporto, era como estivesse sendo lançado diretamente ao inferno. A luz solar do fim de tarde penetrava em seus olhos e o atingiam em seu cérebro de uma forma cruel e indizível. Seus próprios óculos pareciam algozes que serviam a sua própria enxaqueca.
Pintado em vermelho pelo por do sol, o heliporto estava vazio, com exceção de seu helicóptero particular, seu excêntrico assistente e o piloto. Seu caminhar irregular fez com que fosse recebido com cuidado pelo serviçal.
- Está tudo bem, meu senhor? — O assistente perguntou com sua fala e sotaque estranho.
Ayingwa precisava olhar para baixo para encarar o assistente e contemplar sua máscara branca, com apenas um talho para boca. Quando isso tudo aconteceu? Perguntou-se enquanto encarava a criatura diminuta.
- Sim, Alassytor. Estou bem. — O tom frio e ríspido na voz de Ayingwa fez com que o assistente o soltasse e desse alguns passos para o lado, com medo.
A única coisa que Alassytor, o assistente, poderia fazer era acompanhar seu chefe de perto e o prover do cuidado necessário, sempre teria sido assim, desde que ele se entendesse como um individuo social, retirado da caverna, deixando para trás as sombras na parede e encarado a sociedade e o próprio Ayingwa como um Deus.
- Como quiser, meu senhor. — Falou de forma fraca e quase inaudível para Ayingwa, apertando os passos para alcançá-lo.
O Chefe Continental segurou na barra da porta do helicóptero e com dificuldade se puxou para dentro dele, sequer foi capaz de perceber a existência auxiliadora de Alassytor que estendia seus pequenos braços, tentando evitar uma queda. Ao estar dentro do helicóptero, não demorou a se jogar contra uma das poltronas e soltasse um pesado suspiro.
- Tudo está indo de acordo com seus planos. Os demais Alassytor estão em seus postos e aguardam o comando. — O assistente falou em um tom artificial, se esticando para pegar um tablet e dedilhar algumas informações com seus pequenos dedos. — Precisamos de sua confirmação verbal, apenas, meu senhor.
Ayingwa sentia-se um pouco atordoado. A voz de seu assistente chegava distante em seus ouvidos e seu braço direito formigava, como também o lado direito de seu rosto. Com um pouco de dificuldade, tocou sua bochecha com a mão esquerda, dedilhando sua pele como se fosse argila virgem. Seus dedos percorriam suavemente a carne adormecida, tocando seu nariz, suas pálpebras e até mesmo sua testa. Seu olho direito perdia o foco, como se ele estivesse em uma sessão de cinema particular e o filme estivesse sendo encaminhando para o seu derradeiro final.
Agora deve vir o golpe derradeiro.
Sua boca estava ressecada e sua língua parecia pastosa. O som da hélice dando seus giros e o chacoalho da aeronave alçando vôo pareceram distantes para Ayingwa, como se fossem resquícios de um outro corpo que não fosse o seu. Alassytor, seu assistente, estava acomodado em uma poltrona a frente da sua e estava curvado, com o braço esticado, oferecendo o tablet para ele.
Olhando para fora, encarando o mar de prédios com o seu único olho capaz de focar. Seu sonho teria sido reduzido a nada, suas ambições foram transformadas em quimeras para alimentar os desejos deturpados de seus companheiros. Aquele Ayingwa que um dia teria prometido cuidar da população, prover ela de todas as suas necessidades, teria se transformado em alguém vil. A Caixa de Pandora teria sido aberta por ele e dela, o fluxo de caos, cavaleiros carregando fuzis, ordens judiciais para o encerramento de ONGs, a venda de suas próprias riquezas naturais, a poluição dos Governantes contaminava o Continente. Ele sabia que a governança perfeita era atribuída a um líder perfeito, ou no mínimo, carismático, que não fosse subjugado por propinas e promessas de poder. A política era um jogo mais complexo que o Xadrez Oceânico, e o próprio Ayingwa teria perdido nessa partida. Era hora dele se retirar, recolher seus poucos ganhos e guardar todas as peças.
O governo jamais dependeu de boas leis, mas sim de bons governantes. Leis são apenas leis, instrumentos criados para trazerem equilíbrios à sociedade, contudo, nas mãos de péssimos governantes, a lei se torna opressão, se torna a religião que alimenta a corrupção e a insatisfação social.
Alysstor esticou um pouco mais o seu pequeno braço e o Chefe Continental sentiu pena dele. Pobre criatura era essa que teria sido criada apenas para servir, sem identidade, sem vontades. Com um pouco de dificuldade ele pegou o tablet com a mão esquerda tremula. Sua tela emitia seqüências e mais seqüências numéricas, até mostrar a fachada do Congresso Continental ao vivo. O monumento de devoção para eles, o resguardo das leis e o berçário do Deus Legislativo deles. Os manifestantes se mantinham afastado por quilômetros de distancia por uma segurança militar usada somente em guerras, com seus tanques verdes patrulhando as ruas e seus batalhões marchando em sincronia. A intensa dor em sua cabeça se tornara apenas um reles formigamento. Olhou mais uma vez para o seu assistente e se sentiu curioso para saber o que aquela pequena criatura pensava de todos os seus anos de servidão condicionada a ele. Tentou sorrir, mas seus músculos não o respondiam mais.
A imagem do Congresso diminuiu e um espaço para mostrar o reconhecimento digital na tela do tablet em seu colo. Seus músculos repuxavam e endureciam, seus dedos da mão esquerda já não abriam e sua boca se mexia involuntariamente.
- Eu irei lhe guiar, meu senhor. — A voz de Alysstor chegou aos seus ouvidos, mas foi incapaz de compreendê-la.
Com cuidado, o assistente desdobrou o polegar direito de Ayingwa e o guiou até onde deveria ser posto. O criado era bom, muito bom e atencioso. O reconhecimento de digital estava feito e Alysstor ajeitou a mão de seu senhor, voltando a se sentar em seu próprio assento. Em algum lugar, muito abaixo do Congresso Continental, diversos Alysstors estavam imóveis e em seus peitos, bombas começavam a apitar e acima deles, os antigos companheiros de Ayingwa debatiam a implantação de novos juros para aqueles que estavam em condições delicadas em hospitais. Planejavam implantar a nova medida para cada dia que o debilitado permanecesse em seu leito, até que, sem aviso algum, sem qualquer tremor ou silencio que antecede a tempestade, um pilar de chamas explodiu do chão, consumindo todo o prédio. Como uma faca de dois gumes, o pilar alcançava cada vez mais fundos as profundezas do continente e alcançava os céus, ardendo imponente e contido. Ayingwa mostrava a eles o seu novo Deus. A Liberdade. Tudo planejado com o todo o cuidado possível, para que ninguém, além de Alysstor soubesse de seu plano.
Será que ele lamenta pelos companheiros que perdeu?
Sua dor de cabeça teria sido amenizada e isso o deixou satisfeito. Para ele, seu corpo dormente era puramente estresse. Poderia descansar agora, poderia deixar todo aquele cenário de lado e repousar tranquilamente. Seus olhos estavam ficando escuros e ele olhou para Alysstor mais uma vez e pensou que seria bom saber se ele lamentava a perda de seus companheiros. A escuridão tomava seu campo de visão, sua respiração se tornava difícil e seus músculos, cada vez mais endurecidos, o prendiam na sua posição na cadeira. Ele tentou tragar o ar, mas não conseguia. Sua respiração era difícil e sentia-se sufocado, até que sua própria mente foi tragada pelas trevas da pós-vida.
Ayingwa, o Chefe Continental, estava morto e sua única companhia no seu fim era seu assistente, Alysstor. Será que ele sentiria falta de seus companheiros?
