Mudanças inevitáveis, crescimento e recomeços bem vindos.

Quem me conhece sabe do meu fascínio por cinema, seriados e toda história bem contada. Entre elas existe How I Met Your Mother. Essa série não está na minha prateleira ao lado de The Godfather de Mario Puzo, Coppola, Marlon Brando, De Niro e Al Pacino, e a coleção dO Guia do Mochileiro das Galáxias de Douglas Adams, não só pela sua revolucionária forma de contar uma história, nem só pelos personagens super carismáticos. Mas pelo tempo que eu dediquei a essa série. Foram nove anos. NOVE.

Desde um longínquo dia de 2005 que eu havia sido apresentado a internet banda larga (com incríveis 2mega de velocidade) e, consequentemente, a revolução dos hosts de arquivos como o finado MegaUpload — reencarnado no bem menos relevante MEGA — , o esquecido Rapidshare e o veterano MediaFire. Que tal qual o Napster, mudaram a forma que consumimos entretenimento. Aliás, você lembra a última vez que você locou o último lançamento do ano numa Blockbuster ou comprou um CD? Salvos raras exceções, esse não é mais o padrão que consumimos conteúdo. E por um motivo muito simples, o mundo evolui e a vida muda. Os paradigmas da sociedade contemporânea são muito mais complexos do que anos atrás. Hoje, discutimos sobre legalização de drogas, aborto e casamento gay. Um jovem cidadão brasileiro da década de 60/70, discutia sobre liberdade, censura e estabilidade.

Em 2005 também fui apresentado à HOW I MET YOUR MOTHER. Uma série sobre amizade e mudança, e principalmente sobre descobrir ao longo da vida, seu real propósito. A Jornada.

Há pouco assistia ao episódio 22 da temporada 9 de HIMYM, o fim da última temporada, ou seja, o fim da história dos personagens que acompanhamos semanalmente, quase religiosamente, por 9 anos. Eu tenho amizades que não duraram um terço disso. E de uma hora para outra, mesmo sabendo e esperando por esse momento, a série acabou. Aquela história teve seu fim. E enquanto assistia o episódio — pela septuagésima vez — comecei a pensar sobre nossa finitude e sobre como a jornada nos muda. Eu não sou o mesmo de 9 anos atrás — que ótimo! — meus conceitos mudaram, meus objetivos mudaram, muitos dos meus amigos mudaram também. O que é uma pena, mas já sinto que é inevitável. A vida não traça o mesmo curso para duas pessoas só porque elas se gostam muito. Deveria, mas esse é uma dúvida que vou levar e farei questão de perguntar para o gerente do céu no pós-vida. E devido a data propícia, decidi escrever esse breve devaneio.

Mais um ano se passou, já cantava Cassiano em 1976. E tem passado desde então e continuará passando até que o tempo encontre o seu fim. Mas a certeza que temos é que o tempo não só cura, mas muda tudo. Já parou para pensar quem era você há 9 anos? Como sua versão, quase uma década mais nova, se relacionaria com você? Seriam amigos ou seriam tão diferentes que jamais conseguiriam manter uma conversa civilizadamente por causa das opiniões completamente opostas? Como seria essa mesma conversa com sua versão de 31 de Dezembro de 2014?

Nos mudamos. A vida nos chacoalha. O tempo nos molda. A cada dia somos uma nova versão do que éramos ontem e cada vez mais distantes do que éramos anteontem. Não porque temos a mente frágil ou somos de pouca opinião, mas porque, principalmente, somos apresentados a uma nova vida a cada dia que acordamos. Nenhum dia é como o outro por maior que seja a nossa rotina. Sempre encontramos novas pessoas, sempre sofremos novos males e sempre, graças a Deus, conquistamos sonhos e somos presenteados com novas ideias, circunstancias e possibilidades.

O dia 31, ou no meu caso, todo o mês de Dezembro, serve para traçarmos nossos novos objetivos, continuar insistindo nos antigos ou desistindo de outros. Afinal, eu não sou o mesmo de um ano atrás.

Hoje, escolhi a series finale da série mais relevante da minha breve vida para começar um novo ano. O motivo principal é para me lembrar quem eu era e para eu analisar quem eu quero me tornar nos próximos 365 dias.

Se for para mudar algo no novo ano, que seja você.

O novo ano vai ser incrível!

Ou melhor.


Um pouco de Barney para vocês :D

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