Bauman e o Medium
Estou escrevendo aqui para passar meu tempo. E quero escrever no celular porque parece que eu preciso de movimento, escrever sentado no computador não me satisfaz mais. E isso, como muitas outras coisas, me fez pensar na liquidez da sociedade. Nunca li Bauman, mas já me mostraram a ideia principal dele, de efemeridade no que se convencionou chamar de pós-modernidade. Até o escrever perdeu sua profundidade? Ou foi o escritor? Mas não se poderia dizer que se ganhou uma dimensão a mais, uma espécie de escrita em movimento? Quero dizer, nao esse texto especificamente, mas outros textos meus ficam nas nuvens e eu os modifico por uma miríade de dispositivos. Escrever cada parte de um texto em um ambiente diferente é um ganho? Mesmo que cause a perda da profundidade, até de certo pensamento, visto a velocidade que se redige. Oras, se você esta escrevendo no celular é porque algo lhe perturba e o impede de ficar sentado escrevendo. Pelo menos, é o que acontece comigo. Sinto que assim ganho mais movimento. Assim e com a publicação na internet, em plataformas como essa, que misturam rede social e blog. Escrever aqui parece diferente. Tem o aspecto social e ate efêmero do Twitter, mas possibilita também a extensão que um blog possibilitaria (este último, no entanto, nao garantiria sensação de movimento que o medium garante ao facilitar a interação). Mas por ser algo novo, também cria problemas. O primeiro post de um blog é pra se apresentar. Mas e aqui? Dizem que o autor é menos importante que o conteúdo. Então, eu deveria começar escrevendo algo e é isso. Mas e todo esse texto que eu escrevi? E é realmente interessante que não me conheçam? Mas e se me conhecerem por meus textos? Bingo!
Se me conhecerem por meus textos, veriam que eu confirmo o que parece ser a tese de Bauman. Não terminei uma ideia em todo esse texto. Mas ainda assim vou parar por aqui. É mais fácil. Até a próxima.
Ironia: tive que copiar tudo pro computador pois o medium ainda não suporta o navegador do windows phone.