Deixa eu começar provocando você com a seguinte pergunta:

— Você é daquelas pessoas que acumulam experiências por anos a fio sem, necessariamente, ter desenvolvido verdadeiras habilidades?

Isso mesmo, desenvolver verdadeiras habilidades para não ter uma carreira medíocre.

“A cada bela impressão que causamos, conquistamos um inimigo. Para ser popular é indispensável ser medíocre.” — Oscar Wilde

Convido você a fazer uma reflexão rápida sobre sua carreira antes de continuar!

Tipicamente as pessoas com bastante experiência, ou seja, anos e anos e um currículo “resumido” de 5 páginas, respondem assim:

— Não, não sou esse tipo pessoa. Mas… o que é mesmo essa “verdadeira habilidade”, hein?!

A zona de conforto em que nos encontramos desenvolve inevitavelmente uma miopia profissional que só não é maior que das pessoas que estão a nossa volta.

Elas acreditam piamente que nós somos, sim, capazes de encarar qualquer outro tipo de desafio em função da nossa vasta experiência. Será mesmo?

Na prática é mais comum — do que imaginamos e desejamos — que a experiência camufle a falta de capacidade de resolver novos problemas.

— Mas peraí ?! E o repertório de problema-solução que tenho ao longo de minha experiência não seria suficiente?

Seria sim, mas ela deveria ser somente o começo ou meio e não o fim.

Adotarmos ela como fim significa que os currículos como muletas e seus repertórios como escudos, sendo incapazes de pensar fora da caixa e, sobretudo, fazer algo diferente do script.

— Já padeci desse erro. Achar que ter um currículo “turbinado”, ter trabalhado em projetos gigantes, distribuídos, internacionais era tudo que um profissional precisava para “se estabelecer”. Ledo engano!

O que percebi — e gostaria honestamente que você também ficasse atento — é que esse tipo de postura é um prato cheio para se acomodar e, com isso, “se estabelecer” sim, mas na mediocridade.

Mas atenção:

ser medíocre não é um problema em si mesmo. Não existe nenhum problema em estar na média. O problema reside no conformismo!

Segundo Flávio Augusto do Geração de Valor (GV) :

“…contentar-se em estar na média, aceitar esta condição apenas pelo conformismo, olhar para o lado e chegar a conclusão que está na média “então tá bom”, ou olhar para o lado e ficar consolado porque tem gente pior, não usar o potencial ilimitado de nosso cérebro, não nutrir a vontade de se superar e ao contrário, aceitar viver abaixo deste patamar, abrir mão do extraordinário e viver ordinariamente, deixar de explorar o seu potencial simplesmente pelo medo de correr algum risco em busca do “duvidoso” em troca de se contentar apenas com o que se pressupõe ser o “certo”, tudo isso é mediocridade…”

Pois bem, desde que descobri esses sinais aparecendo em mim mesmo, fiquei muito mais atento para não embarcar nesse tipo de postura.

Decidi que não quero ser mais meu maior sabotador!

Já consigo enxergar que:

Anos de Experiência NÃO implicam em Competência

Tenha em mente essa máxima. Anos de experiência não podem servir de escora para sua carreira.

Faça diferente: alie aos anos de estrada a capacidade de VIVENCIAR cada oportunidade de maneira única.

Não devemos nos limitar a Aprender

Além de aprender você precisa, fundamentalmente, APR(EE)NDER o conhecimento e (DES)APRENDER outros.

O ato de apreender torna o conhecimento adquirido por você mais duradouro deixando seu arsenal de possibilidades na resolução de problemas sempre ativo.

A necessidade de desaprender alguns outros conhecimentos torna você inteligente em aproveitar e reter o que realmente importa.

Falta Criatividade nas Soluções de Velhos e Novos Problemas

Nossa capacidade em resolver problemas deve ser diretamente proporcional a quantidade de situações heterogêneas que você vivenciou em sua carreira.

Sua carreira, portanto, tem que ser usada como uma caixa de ferramentas pronta para encarar novos desafios e não uma parede cheia de títulos agrupados por ano.

Lembre-se, seu repertório é meio e não fim!

Concluo e Recomendo que …

… uma prescrição para (1) os que se escoram na experiência seria analisar o nível de relevância das atividades realizadas sob o prisma organizacional, ou seja, devemos avaliar o nível de relevância das atividades que fazemos para a organização que trabalhamos.

Lembre-se: ter experiência não significa ter necessariamente uma boa vivência profissional. Essas duas, experiência e vivência, andam separadas na maioria das vezes. Uní-las é outro grande desafio!

Acredito que (2) aprender por aprender é definitivamente desperdício de neurônios.

Minha prescrição nesse caso é que precisamos viver em um estado de aprendizado contínuo. E não estou falando aqui de aprender assunto A ou B, tecnologia C ou D.

Refiro-me a uma aprendizagem onde somos capazes de ver cada uma das árvores diante de uma floresta inteira apresentada.

Falo de apreensão de conceitos que isolados aumentam as linhas do currículo. No entanto, esses conceitos quando confrontados a outros assuntos e saberes atuam com total sinergia.

Eles revelam uma verdade absoluta pertencente somente a você.

“Aprender não significa adquirir mais informações, mas expandir a capacidade de produzir os resultados que realmente queremos.” — Peter Senge

E, por fim, para (3) a resolução de problemas antigos e novos prescreveria a seguinte lição:

Aprenda a trabalhar com a força da mudança, em vez de resistir a ela.

Problema é oportunidade! Entenda definitivamente isso.

Tentar desviar dos problemas é negligenciar a nossa capacidade de expansão dos resultados que verdadeiramente queremos atingir.

A criatividade, neste sentido, é peça chave neste processo de mudança.

Assumir riscos na adoção de soluções pouco (ou nada) ortodoxas também é item fundamental para se chegar a resultados diferentes fazendo coisas diferentes.

O que você está esperando então?

Se jogue!


— Sou muito grato pela sua atenção!

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