última temporada

Há borrões de pranto no meio do caminho
 Despedidas eternas nas escadas enceradas
 Passos curtos sobre a terra sagrada
 Secando os olhos na volta para casa
 
 Uma preocupação a menos nos livros
 Comemorando ou não, entre mensagens
 Lembraças e felicitações 
 A todos, até aos que não acompanharam
 
 Dos que sobraram
 Mais um amigo se ausentando próximo mês
 Eu e meu próprio eu como nos dias passados
 Ainda se acertando sobre os laços

Repassando as aproximações que vieram da distancia
 E da distancia que veio ainda maior depois da lonjura
 Como quem fica feliz em ver chover
 Depois de um dia quente, abafado
 
 De volta ao que foi importante 
 Nesses dias e noites
 Ao que conheci e descobri
 Os que saudei e os que vi partir
 
 Bom não olhar pra baixo
 Ainda nas piores das circunstâncias
 Por mais que reste cera entre os dedos
 E passos incertos sobre a terra que pisei
 Em solo quase sagrado.

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