05/04

O se colocar em primeiro plano parece tão honesto às vezes. Em momentos que, por um simples rabisco, você se sente o único que poderia faze-lo. E talvez seja verdade, ser puro protagonista do mundo.

Não, não por arrogancia ou prepotência, mas por um sentimento de glorificação humilde, que ilude de forma realista, num mundo inventado e ao mesmo tempo real, no sentido de perceber que fazer o que se faz é possível.

Bem vindo à glória daqueles que acordam na madrugada e esquece dos outros. A maravilhosa sensação de procurar o aperfeiçoamento de forma lenta e delicada, por si só. Sem a influência bastarda daqueles que te cercam por puro ensaio. É maior. E de certa forma posso sentir nascer um sorriso em meu rosto, enquanto percebo que em mim não há nada além de mim mesmo. Essa forma ilustre, de alegria plena, numa madrugada insólita.

Dedos lentos, escrevem com o suspiro de quem acorda de um sono prazeroso. Como quem toca harpa por puro talento. E realizo em mim um mundo em que não há outro além de um Eu. De forma que não me preocupo em me sentir maior ou menor que alguém, porque o ser Eu já é o bastante. Num mundo talvez prematuro e por isso frágil, mas que tive, mesmo que por poucos momentos, o prazer de me aprofundar. No que sou, no que é.

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