Ella

O que há de errado em andar sozinha numa avenida barulhenta sob uma parada vazia, que beira a solidão popular. De estar.

Os cachos são levados pelo vento. Pequenos pontos castanhos paralisados no ar, num constante vai e vem.

Sorriso bonito, acrescentam. Pele clara, inspira suavidade e harmonia.

Os muros são baixos, as palavras reduzidas e escolhidas com todo cuidado que se pede. O que julga ser uma moça ingenua parada no ponto experimentando o vento frio de uma quarta-feira.

Meias altas, roupa desajeitada sobre o corpo estonteante e tímido.

E ela está ali, toda ela.

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