Sobre interferências e etc

Porque essas influências se tornam lembranças, e alguns acabam registrando isso.

Eu estava vendo uma entrevista de uma certa escritora muito bacana, e comecei a pensar umas paradas sobre interferências e influências.


Sabe aquela pessoa que você gosta muito, tipo muito mesmo, e você começa a dividir seus fazeres favoritos com ela ? Compartilhar ideias, ideais, músicas, textos, ou qualquer bobagem compartilhável que signifique alguma coisa pra você.

Eu costumava fazer isso. E fazendo, pensava no impacto que isso teria na vida dessa pessoa. Não algo do tipo nossa isso vai mudar sua vida, mas o modo como esses compartilhamentos poderiam influenciar nas experiências e gostos desse indivíduo.

As vezes dava certo, de modo que ajudava a estreitar relações. Ter algo a falar acabava sendo o porquê dessas trocas. Quando não dava certo, num egoísmo meio cego misturado com uma vaidade inócua, as pessoas acabavam aceitando as indicações e me ignorando. Pior, repassando indicações sem o menor crédito. O que me deixava chateado era o modo como era esquecido. Não é sobre buscar palcos, era mais sobre reconhecimento, carinho, lembrança, influencia, não sei.

Mas o drama não passava de uma semana. Logo já estava procurando outra pessoa que eu gostasse muito para compartilhar essas coisas.

Procurando no sentido de agarrar uma oportunidade numa conversa casual. Porque há alguma coisa em mim que não gosta muito de falar com as pessoas por mensagens, especialmente com pessoas que considero. Acontece que o meio eletrônico é o mais fácil para compartilhar links, pensamentos tímidos, entre outras coisas já denominadas compartilháveis.

Sobre quando da certo. É bom demais.

É muito legal quando você começa a desenvolver uma conversa sobre aquilo com uma pessoa e você nem repara como o tempo passa. Quando vai ver, já estão num assunto diferente, rindo sobre coisas diferentes.

Lembro que no auge de 2014, com 13 anos de imaturidade, eu conversava com uma amigo que era o cara mais simpático do mundo. E a gente trocava muita ideia. Livros bobos, músicas legais, piadas sem graça, como foi o dia e essas coisas. Era bom demais. Lembro até hoje de algumas indicações, mas por serem um tanto quanto vergonhosas, não colocarei aqui.


Outra coisa muito bacana, é quando a pessoa que te influenciou não faz a mínima ideia de que aquilo chegou até você e acabou te marcando de certa forma.

E acho que é uma das coisas mais legais de plataformas como Twitter e Medium: quando você tem a oportunidade de alcançar muitas pessoas.

O Medium, por exemplo, conheci por um cara que encontrei no twitter, em 2014. Comecei a usar efetivamente acho que em 2015, quando senti que precisava arrumar um lugar pra guardar alguns textos que não entravam no papel. E eu tenho certeza que ele não faz ideia de que ele foi a razão pela qual eu conheci o Medium.

E várias outras coisas conheci por tweets, textos do medium, fóruns.

É quando você ta num auditório da escola e alguém faz um discurso incrível compartilhando gostos. Ou quando sua professora de história te indica um documentário muito bacana e você começa a repassar isso para os seus amigos, mesmo quando não tem o mesmo efeito.

E só não digo a fonte porque não me foi perguntado.


Escrevi porque estava meio transbordado com algumas ideias e queria tentar organizar (não acho que consegui). Mas acho que está bom o bastante quando já são 1am.

Escrever sem a intenção de alterar as coisas. Entrei aqui porque na época meu computador estava prestes a dar pau, e eu queria lembrar de algumas coisas que escrevi com 13 quando tivesse 16. Infelizmente, o resultado foi a descoberta envergonhada de um texto enorme escrito no auge da raiva e da imaturidade intelectualizada. Tirando isso, foi bom pra marcar o impacto, porque dias antes eu tinha criado uma conta, e estava me sentindo um pouco cheio, sem ninguém pra compartilhar algumas coisas.

Por preguiça, acabei perdendo umas linhas que eu gostava muito, e não lembro como eram. Só que gostava muito.

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