O jornalismo que eu espero, espero.

O novo jornalismo existe? Se existe, só é possível através de meios alternativos? São só perguntas…

2016 começou e várias práticas do século passado ainda persistem no jornalismo. Esse é o ano que vou, “com fé”, me formar no curso de jornalismo. Tudo que a gente ver na faculdade e tudo que nos inspira parece não se converter no produto final das páginas dos veículos de comunicação, leia-se: online, impresso, tv, radio, etc.

A tecnologia traz mais possibilidades, mas ela por si só não é jornalista! Não tem alma de um. Precisa-se de pessoas dispostas a usa-lá a favor do bom jeito de contar histórias.

A regra número 1 é a mais básica do mundo, sério, “apurar é feijão com arroz!” Já dizia o meu professor de redação jornalística. É o mínimo que se espera, infelizmente tem gente dando-se por satisfeito ao fazer isso.

A sacada deveria ser como essa história será contada, muitos jornalistas transformam ótimas histórias em burocráticos relatórios de fato — dia e hora. Qual seria a melhor forma de contar essa história? É um texto mesmo? É um vídeo? Foto? Ou será melhor separar em todas essas possibilidades e dar para leitor (em nome da lógica quantitativa) um quebra cabeça pra que ele monte? Sim, porque o leitor tem muito tempo né? Ele pode ouvir na rádio e depois ver o vídeo na internet, não obviamente, depois de ver o conteúdo mais substancial e analítico das revistas e jornais.

Hoje com a internet, nós que nos propomos a produzir conteúdo temos a delícia de conseguir acessar a um número inimaginável de pessoas, impossível há alguns anos atrás. Ao mesmo tempo que competimos na mesma timeline com memes, selfies, o ultimo almoço naquele restaurante caro…

RELEVANTE, sim! Tem que ser relevante, não só na forma, formato, distribuição, tem que entregar ao leitor algo que ele queira consumir.

A rede é um grande shooping, cheio de vendedores disputando clientes, nosso negócio pode ser uma grande loja de departamentos, um quiosque de açaí, uma marca de grife. Não importa! Conseguimos nos comunicar com o nosso cliente? Nós entregamos a eles produtos/serviços legais? De qualidade? Confiáveis? Investimos em treinamento da equipe? Essa equipe “quer mesmo” vender nosso produto da melhor forma possível? Se sou só eu que toco a lojinha, eu me esforço para inovar e sempre apostar no diferente sem me acomodar com minhas vendas diárias?

As pessoas que consomem informação assim como consumidoras de produtos tem de ser ACESSADAS. Elas estão navegando, bem como subindo e descendo os andares do shopping, eu preciso que elas “cliquem na minha loja”. E acima de tudo preciso que ela volte, continue entrando no meu site e “usando os meus produtos”.

E redundante falar em reinvenção do fazer jornalistico, o que não é nem um pouco dispensável é começar a se abrir para novas possibilidades, não há método, nem certezas, a não ser a de que se parar, vide o ditado da bicicleta, cai.

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