Ao moço:

Liberta-te dessa doutrina vã, desse medo bobo e dos preconceitos que te sufocam a alma. É um saco não ter-te como verdadeiramente és. É um saco ver-te se escondendo numa pose de durão, sendo tu um ser comum, feito de amores, dores e marcas gritantes. Deixa os olhos falarem, a boca jorrar, os sentimentos sentir. Apavora-te se quiseres, transcreva o que os dedos quiserem, se veste de beleza se desejar, encanta-te e abisma-te como um famélico espectador. Deixa-me ver seu lado escuro, assim como o brilhante. Abre teu peito para que eu possa amar-te de dentro para fora, quero ler teu coração. Mostra-me as peças que fazem de você quem você é. Quero conhecer teus pensamentos, teus devaneios, as luxurias dispersadas em teu interior.


Deixe-me saber que você está aqui e não estou só.

Que minhas palavras e sentimentos te alcançaram.

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