In the best way só no rolê, né miga. Depois é só fossa mesmo.

Querida Taylor Swift,

Eu não sei de você, mas eu não me sinto com 22 anos.

Desde que me lembro por gente, eu sempre ouvia “os adultos” falarem e lamentarem sobre como o tempo passa rápido. Eu achava bobagem, é claro. Os únicos momentos que eu acreditava que o tempo passava rápido demais era quando eu queria brincar de Barbie ou assistir desenhos o dia todo mas precisa colocar o uniforme e ir para escola. Fora isso, o tempo era bem irrelevante. O tempo, na verdade, não tinha importância nenhuma.

Daqui 5 dias vou fazer 22 anos. E Taylor. Como o tempo passa rápido. E é difícil ignorar o sentimento que estou em um limbo entre criança+adolescente+jovem e adulta de verdade (ou seja lá o que adulto “de verdade” deve ser). Palavras da sábia Britney Spears nunca foram tão verdades: “I’m not a girl, not yet a woman”.

Parece que ontem mesmo tinha Hilary Duff no repeat e achava que seria condenada a uma vida de ‘bv’ eterna. E do nada, do nada mesmo, eu me encontro formada, com contas do cartão de crédito para pagar, terminando carteira de motorista e distribuindo CVs por aí, sem ter a mínima ideia do que eu estou fazendo. Eu sou um filme no fast forward que acabou se atrapalhando e não está entendo mais nada. Cadê o pause, amigos, cadê um time para eu respirar sem vir aqueles lembretes malditos do cérebro de que estou falhando na vida e fazendo tudo errado? Taylor, parece que você tem sua shit together, manda o tutorial miga. Sos.

Taylor, eu não sei se você. Mas pra mim, não parece que ficará tudo bem não. Me chame de pessimista, mas esse lugar que eu estou está lotado demais, tem muita gente bacana, mas vamos concordar, eu não sou uma delas. Se tem uma coisa que se manteve constante desde os dias de TV Cultura e meias 3/4 coloridas, é que eu realmente não passo parte do grupo das cool kids (apesar de ter cortada a franja recentemente e ter a falsa ilusão de que se eu quisesse eu poderia ser).

Mas hoje é uma daquelas noites. E eu estou feliz, livre, confusa e solitária tudo ao mesmo tempo. As vezes me visto como hipster, faço piada dos crushs e toda noite é perfeita para comer café da manhã a meia-noite. E não posso evitar me apaixonar por estranhos que esbarro no ônibus de vez em quando.

Taylor, talvez você tenha razão. E está certa em querer dançar como se tivesse 22. Afinal… Estamos felizes, livres, confusas e sós da melhor forma. É triste e mágico.

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