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Há tempos eu ando insatisfeita comigo mesma pela falta de disciplina com a escrita. Muitas já foram as tentativas de me aprimorar e levar pra frente aquilo que foi natural desde a infância. Já teve Tumblr, Blogspot, WordPress, já teve Blogspot de novo e agora tem Medium. Em todos eles houveram pelo menos uma dúzia de textos. Todos apagados, fora do ar, excluídos… As críticas sempre foram boas e o incentivo também. Esses nunca foram os problemas. A autocrítica foi sempre mais difícil. A timidez nem se fala. O medo dá exposição…

Nem sempre se exterioriza o que se escreve. Na verdade, na maioria das vezes, só se escreve o que se pensa. É do brainstorm do dia a dia que saem as melhores histórias. Pelo menos, comigo, funciona assim.

E, se acontece todo dia, se funciona de uma maneira tão simples, porque dificultar tanto e deixar algo que se ama para trás?

O sonho de ser redatora tá lá. Dia ou outro ele vem que nem onda e mexe no coração. Talvez, no fundo, o problema seja mesmo o coração. Eu penso com o coração, logo escrevo com ele também. E que medo de expor meu coração.

Que medo de deixar o coração arranhar, quebrar, se emocionar e inundar até se afogar. Que medo do coração. De coração. É o medo de sentir que faz com que a gente gele. Faz com que o coração não mais queira aquilo que ele ama porque às vezes amar não dá certo e machuca. Mas não vale a pena deixar o medo vencer.

Foi num papo mais ou menos como nos parágrafos acima que fui instigada por um amigo mais que querido. Um serzinho daqueles iluminados, sabe? Vinte e um textos por vinte e um dias, todos os dias um texto novo postado. Sobre qualquer coisa, com quaisquer palavras, bom ou ruim, com erro de concordância ou sem. Tanto faz, só faz!

Vinte e um é a minha idade também. Vinte e um anos e algumas centenas de desistências… Pois bem, aqui estou eu! Texto um. Passo um, feito.

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