Não sabendo que era impossível…

Não sabendo que era impossível, foi lá e fez
Eu adoro essa frase — clichê, eu sei, mas como não amar? Eu poderia usar essa frase pra escrever um texto sobre inovação, sobre sucesso na carreira, sobre um monte de coisas ~profundas e reflexivas~. Mas resolvi escrever sobre o meu namorado. Isso mesmo, sobre o Stevaninho (para os íntimos).
Além dos lindos olhos verdes, o que mais me chamou a atenção nele foi a inteligência. No nosso primeiro encontro, passamos horas e mais horas conversando — e a cada palavra que ele falava, eu me sentia mais fascinada (e apaixonada). Chegou um ponto em que eu simplesmente desisti de parecer inteligente e só ouvia. E sabe… são raros os momentos em que eu só ouço!
Quando o encontro terminou, ficou aquela sensação que eu tinha quando saía das aulas dos meus professores favoritos da faculdade — Jurema, Lira e Monica (aliás, povo da Cásper: a professora Monica de História Contemporânea tem Facebook?). Pra quem não teve a vida transformada por esse três incríveis professores, explico: me sentia o Jon Snow. Eu não sabia de nada. Eu era uma pirralha leite com pêra, recém-saída do colegial, me achando super cool por estudar na Paulista. Eu não tinha noção do que eu estava fazendo, mas cada vez que eu ia nessas aulas eu sentia um mundo novo se abrindo pra mim.
Depois da primeira impressão, percebi que o Steve, assim como todos nós, também não fazia a menor ideia do que estava fazendo. Percebi que o que impressionou no primeiro encontro não foi apenas inteligência, e sim a forma com que ele via o mundo, prática e sensível ao mesmo tempo.
Nesses mais de dois anos em que estamos juntos, ele tem me ajudado a preencher lacunas no meu coração e na minha mente, lacunas que eu nem sabia que existiam. Buracos e gambiarras que eu prometi a mim mesma que ia consertar, mas fui deixando pra amanhã. Eu queria muito retribuir, mas como?
Foi aí que eu fiz dele o meu projeto master de coaching de carreira! Eu sempre amei falar sobre carreira, ajudava amigos, família e quem mais eu conhecesse na fila do supermercado. Apliquei testes com ele, conversei muito, compramos até um quadro branco(!) — rascunhamos sua trajetória profissional, investigamos o mercado, montamos um plano de ação e ele foi que foi.
Um dia, ele chegou pra mim e comentou: “Pensei em entrar em contato com essa jornalista, ela escreve sobre marketing na área da saúde…”. Eu, no auge da minha sabedoria como coach, respondi: “You have no as an answer already” — uma tradução ao pé da letra de “o não você já tem”, hahaha.
Ele me olhou com cara de interrogação e eu tive que explicar o que eu queria dizer: sempre tem aquela coisa que a gente gostaria que acontecesse na nossa carreira ou na nossa vida, mas a gente nunca bota fé… O problema é que você deveria ser o primeiro a botar fé! Caso contrário, nada acontece.
Ele tomou coragem e entrou em contato com ela. Resultado: pouco depois, ele foi convidado a dar uma entrevista — que foi publicada essa semana na Forbes. Sim! Forbes! Para uma pessoa que não tinha LinkedIn, estamos bem, né? Todo Pokémon evolui, como diz minha irmã, Lele.
Hoje ele sabe que pode chegar aonde ele quiser. E foi assim que eu consegui ajudar a pessoa que eu mais quero ver feliz e bem-sucedida, seja vendendo coco na praia, seja como empreendedor. Mal sabe ele que me consertar foi a maior tarefa impossível que ele fez possível..
