Como lidar com pessoas que têm medo de cachorros

Por Júlia Mayumi

Cães. Canis lupus familiaris. Tem “família” no nome científico e não é à toa: considerados “os melhores amigos dos homens”, são domesticados pelos humanos há séculos, se tornando parte importante da sociedade. Cruzamentos entre raças foram feitos e, hoje, temos cães para todos os gostos: pequenos e fofinhos, grandes e valentes, médios e agitados, etc. Os bichos são importantes não só para acalentar os corações de pessoas que sabem que o amor dos animais é diferente do amor dos humanos, mas também para funções tão ou até mais nobres, como alegrar doentes em hospitais. Uma lista feita pelo portal IG destaca a contribuição desses companheiros para combater a depressão, incentivar atividades físicas e desenvolver o senso de responsabilidade nas crianças.

Todos nós sabemos o quanto os cachorros e cadelas fazem bem às pessoas que os amam. Mas você já parou para pensar que essa convivência pode não ser tão pacífica para todo mundo?

A personagem Marina, da Turma da Mônica Jovem, tem medo de cachorros (foto: divulgação)

A cinofobia é o medo de cães. Ela pode se manifestar de maneiras brandas, como agitação e sudorese, mas pode provocar até mesmo crises de pânico e choro. Sim, pode parecer difícil de acreditar, mas é possível ter pavor do labrador que está na família do vizinho há anos e que a rua inteira conhece desde que era um filhotinho. As pessoas cinofóbicas não são capazes de controlar seu medo, assim como quem sente pânico diante de cobras, aranhas, alturas, escuro e lugares apertados não pode “desligar” seu desespero.

Para garantir uma convivência pacífica entre todos os membros da sociedade, a seguir estão destacadas algumas sugestões de atitudes que você pode tomar para fazer seu amigo cinofóbico se sentir respeitado.

Não ridicularize o medo alheio

Conforme mencionado, a pessoa não escolhe temer algo, bem como lhe é impossível controlar ou reprimir esse medo. Dessa forma, não zombe, critique ou menospreze o medo de alguém, porque você não gostaria que fizessem isso com você.

Se você não estiver disposto a garantir o bem-estar da pessoa em sua casa, não a convide

É compreensível que você não considere justo prender seu animal de estimação na área de serviço ou no quintal durante uma visita, ainda que seu hóspede deixe claro que sente medo. Mas, nesse caso, você pode simplesmente dizer “sinto muito, não posso recebê-lo (a) pois tenho um cachorro e não terei como evitar seu contato com ele”. O cinofóbico irá respeitar sua decisão como dono da casa, desde que seja previamente avisado da presença do animal.

Se possível, faça um esforço para deixar a pessoa menos intimidada

Em situações em que não é possível evitar que o cinofóbico visite sua casa, faça o máximo para manter seu hóspede longe do seu animal. Deixar o cachorro nos quartos e organizar a visita na sala de estar, por exemplo, deixa todos confortáveis, uma vez que ainda há bastante espaço para o cão circular. Mas, novamente, se você achar essa sugestão absurda, deixe suas condições bem claras para a outra pessoa.

Não force o contato da pessoa com seu cachorro

Quando e como o medo deverá ser superado é algo que cabe apenas à pessoa; não solte seu animal na direção dela ou deixe que ele se aproxime — respeite o espaço pessoal do seu amigo ou familiar.

Seja claro quanto ao tamanho do seu animal

Dizer que seu cão “é grande” não quer dizer muita coisa; seja preciso. Em vários casos de cinofobia, o medo se restringe a cachorros maiores, e a pessoa é capaz de conviver com um limite determinado de tamanho que julgue não-ameaçador.

Nunca diga “ele não morde”

Todos os donos de cães dizem isso, e vários cães mordem. A pessoa não tem como saber que o seu é diferente.

Ninguém é obrigado a ter uma justificativa para um medo

Medos são, muitas vezes, irracionais. Não há origem para eles. Aceite e respeite.

Cinofobia é um medo como qualquer outro.

Não importa se o medo é de algum animal, de elevadores, alturas, armas ou areia movediça: é preciso respeitar as limitações de cada um.

Cachorros estão presentes em praticamente todos os contextos sociais. É muito difícil conviver com algo que se teme quando o objeto do medo está em toda parte. Não dificulte a vida das pessoas; seja educado e não invada o espaço pessoal de ninguém. Como dizem por aí, respeito é bom e todo mundo gosta.

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